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Polícia

Sara Winter diz que dados sobre criança estuprada estavam na internet

Uma decisão da Justiça, na noite de domingo (16), determinou que as empresas Google, Facebook e Twitter retirem do ar informações sobre a menina de ...

Sara Winter, líder do grupo "300 do Brasil"

Última atualização

Sara Winter publicou vídeo com dados sobre criança estuprada pelo tio  (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma decisão da Justiça, na noite de domingo (16), determinou que as empresas Google, Facebook e Twitter retirem do ar informações sobre a menina de 10 anos, que foi vítima de estupro em São Mateus, no Norte do Estado. Horas após a decisão, a defesa da bolsonarista Sara Winter, que publicou vídeo com dados sobre a menina, alegou que as informações ja estariam expostas na internet.

O pedido para que os dados da menina fossem apagados foi feito pela Defensoria Público do Espírito Santo e acatado pela Justiça, que estipulou o prazo de 24 horas para que as informações fossem retirados das redes sociais. Caso a decisão não seja cumprida, será aplicada uma multa diária de R$ 50 mil. 

O site Metrópoles informou que, em nota, os advogados disseram que trata-se de um “ideologismo dos veículos de comunicação contra a cliente” e que, antes da postagem de Sara, já haveria hashtags e páginas expondo o nome da criança. A reportagem ressalta que os advogados, entretanto, não enviaram links ou fotografias que provariam a alegação.

“Esclarecemos que, o nome da menor já vinha sendo amplamente divulgado na plataforma TWITTER o qual pode ser acessado por qualquer internauta. Qualquer veículo de comunicação que não tenha viés ideológico pode consultar o TWITTER através de seus mecanismos de busca e facilmente terá acesso a inúmeras postagens com a hashtag que faz referência ao primeiro nome da menor”, afirmaram, no texto reproduzido pelo Metrópoles.

Os advogados também comentaram a respeito das alegações feita pela bolsonarista de que estaria recebendo ameaças após ter exposto publicamente as informações sobre a criança. De acordo com o Metrópoles, os advogados disseram que vão atuar “cível e criminalmente” contra os autores e que a postagem de Sara foi um exercício da “liberdade de expressão e religiosa”.

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