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“Se for provado que foram meus filhos, eu quero saber o porquê”, diz Flordelis

Questionada nesta terça-feira (25) se ainda colocaria a mão no fogo por seu filhos, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) afirmou que agora não é ...

Anderson e Flordelis em sua última sessão fotográfica juntos

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Anderson e Flordelis. (Foto: Reprodução/Instagram)

Questionada nesta terça-feira (25) se ainda colocaria a mão no fogo por seu filhos, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) afirmou que agora não é questão de confiar, e sim de esperar o andamento das investigações.

“Eu não entendo. Se for provado que foram meus filhos, quero saber o porquê, porque estávamos num momento de harmonia muito bom na nossa família. Se foi, quero que sejam punidos, quero justiça. Perdi um amigo, um parceiro.”

Seu marido, o pastor Anderson do Carmo, foi morto a tiros na garagem de casa, em Niterói (região metropolitana do Rio), por volta das 4h do último dia16. O casal havia chegado de uma confraternização, e os disparos foram ouvidos quando ele voltou para pegar algo no carro.

Dois de seus filhos estão presos temporariamente por suspeita de participação no crime: o filho biológico Flávio dos Santos, 38, que confessou ter atirado seis vezes no pai, e o filho adotivo Lucas dos Santos, 18, suspeito de ter comprado a arma. O casal tem 55 filhos, a maioria deles adotivos.

Flordelis havia dito nas redes sociais no último sábado (23) que não queria acreditar no envolvimento deles e que seu coração de mãe lhe dava o benefício da dúvida. Ela continua dizendo que, até que lhe provem o contrário, não crê na participação dos filhos no crime. “Mas jamais passaria a mão na cabeça dos meus filhos por erros deles”, destacou.

Ela prestou depoimento por 10 horas na Delegacia de Homicídios da região de Niterói, na segunda-feira (24), assim como outras 24 pessoas da família ou próximas a ela. A delegada do caso, Bárbara Lomba, já chegou a afirmar que não descarta a possibilidade de participação de nenhum familiar no crime, o que inclui a deputada. A parlamentar, no entanto, disse que depôs na condição de testemunha.

Flordelis também disse não saber qual foi a motivação do crime. Afirmou que seu marido não havia recebido ameaças e que não acredita na hipótese de traição. “É quase impossível que meu marido estivesse me traindo. Ele andava comigo para todo canto”, disse.

Segundo ela, as discussões entre os filhos e o pai eram rotineiras, sobre política e futebol, por exemplo. “Eu nunca ensinei meus filhos a revidar um tapa sequer”, afirmou.

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