As perícias realizadas pela polícia na investigação das mortes dos irmãos Kauã, 6 anos, e Joaquim, 3, comprovaram que os meninos foram estuprados antes de morrerem. No entanto, muitas pessoas questionaram como a perícia comprovou os fatos.
O perito Fabrício Pelição, chefe do Departamento de Laboratório Forense, explicou em entrevista à repórter Francine Spinassé que o estado encontrado dos corpos permitiu o recolhimento das amostras necessárias. “Uma situação de uma destruição muito grande, mas internamente tinha um grau de preservação bom. A gente conseguiu coletar as amostras, todas que a gente precisava, mas externamente você não conseguiu identificar quem era a criança de 3 anos e quem era a criança de 6 anos. Foi coletado sangue, foi coletado as amostras anais”, disse.
A investigação policial informou que o estupro foi comprovado pela presença de espermatozoide nas cavidades anais da crianças. A comprovação foi feita pelo exame de PSA, que utiliza secreção coletada nessas cavidades, que deu positivo.
Segundo a investigação, a perícia foi realizada por seis peritos que pesquisaram a presença de drogas, medicamentos e agrotóxicos nos corpos das crianças, para saberem se elas foram dopadas ou envenenadas. O resultado da análise foi negativo.
As perícias contaram ainda com testes de carboxihemoglobina e cianeto para verificar a inalação de fumaça, que deram positivos, indicando que os meninos estavam vivos no início do incêndio. Ou seja, os gases não causaram as mortes. Houve ainda exames das vísceras, os órgãos internos, que ficaram intactos.