A morte da médica oncologista pediátrica Milena Gottardi é investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher. A investigação trabalha com a hipótese de feminicídio, encomendado, de acordo com o Secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), André Garcia.
Em entrevista, o secretário falou que os indícios apontam para feminicídio, descartando que a morte da médica tenha ocorrido por falta de segurança no campus do hospital. Garcia também afirmou que a médica não tinha medidas protetivas.
Na tarde desta sexta-feira (15), a Polícia Civil divulgou o retrato falado do homem que abordou Milena e uma colega quando elas deixavam o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam) na noite de quinta-feira (14). Ele abordou as duas dizendo se tratar de um assalto e exigiu as bolsas e a chave do carro, mas também exigiu que elas entrassem no carro.
Quando Milena se dirigia para a traseira do carro para pegar sua bolsa, o homem efetuou disparos e a atingiu na cabeça. Segundo o Hucam, os objetos e a chave do carro ficaram no local, no estacionamento do hospital.
Milena era casada e tinha duas filhas. Sua morte foi confirmada às 16h50 desta sexta por edema cerebral difuso (por conta da extensão do dano) pelo Hospital Unimed, que também confirmou a doação de córneas.