O secretário de Estado de Segurança, André Garcia, admitiu que, caso não aconteça uma organização integrada entre prefeituras e a Polícia Militar, não tem como “dar conta da quantidade de eventos que vai acontecer no Carnaval”.
A afirmação veio depois que uma multidão participou da quarta edição do bloco Orla Folia, na tarde de domingo, em Itaparica, Vila Velha. A polícia teve que utilizar balas de borracha para dispersar a multidão e o bloco terminou em correria.
“O evento foi contraindicado pela Polícia Militar exatamente por causa disso que aconteceu. Um evento deste porte, com a estrutura disponibilizada pela organização, não tem condição de ser realizado. Vamos trabalhar com as prefeituras para que haja um rigor maior”, explicou o secretário, em entrevista concedida ontem a uma emissora de TV .
Ainda estão sendo analisados os motivos da confusão. O secretário de Prevenção, Combate à Violência e Trânsito de Vila Velha, coronel Oberacy Emmerich, supôs que a insatisfação de foliões teria sido motivada pela ausência do grupo Araketu, que havia sido anunciado.
Indagado sobre o fato da polícia ter recomendado que o evento não ocorresse, o coronel afirmou que “a prefeitura considera que a organização cumpriu as condicionantes sobre os cuidados” e que o evento recebeu o aval da comissão municipal responsável, da qual um representante da PM faz parte.
Também informou que um ofício foi enviado à polícia em outubro comunicando sobre o bloco. “Este ofício foi para Polícia Militar que se planejou com as ressalvas que o evento seria arriscado. Tanto que colocou 200 policiais”, disse.

A prefeitura estima em cerca de 10 mil foliões presentes ao Orla Folia. A organização, por sua vez, afirmou na noite de domingo que eram 18 mil pessoas, ontem já disse que eram 150 mil.
Porém, o especialista em Segurança Patrick de Oliveira concordo com a estimativa da prefeitura.
