“Não é um sentimento feliz, mas é sim um de justiça e um pouco de paz, é tudo que minha irmã queria, mas infelizmente nada vai trazê-la de volta”, disse o irmão da vítima, Douglas Gottardi, emocionado após o julgamento, na noite de segunda-feira (30).
Acompanhada por Douglas, a mãe de Milena, Zilca Gottardi, em poucas palavras falou sobre as penas máximas dos acusados de serem mandantes do crime.
“Eu sinto que tem de se fazer justiça. Como perdi minha filha, eu sinto uma dor que outras mães também sentem e que devem lutar por isso”.
Os seis réus acusados de participar do assassinato da médica foram condenados a prisão pela Justiça, no julgamento que durou oito dias.
O ex-marido de Milena, Hilário Antônio Frasson, foi condenado a 30 anos (a pena máxima prevista na legislação do País) por homicídio qualificado e fraude processual.
O pai dele e ex-sogro da médica, Esperidião Frasson, também foi pegou a mesma pena. Os dois foram considerados mandantes do crime.
Dionathas Alves Vieira, que atirou na médica, foi condenado a 18 anos e 10 meses de prisão. Já o denunciado por roubar a moto utilizada no crime, Bruno Rodrigues Broetto, irá cumprir 10 anos e cinco meses de reclusão.
Os intermediários do assassinato também foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio e fraude. Valcir da Silva Dias, a 23 anos de prisão, com redução de pena para 10 anos e 10 meses; e Hermenegildo Palauro Filho, a cumprir 26 anos e 10 meses de reclusão.
O juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, também condenou os acusados a pagarem juntos o valor de R$ 700 mil, revertido em favor das filhas da vítima, a título de reparação mínima por danos morais.

Assim, ambos decidiram matar a médica e, com o auxílio de Valcir e Hermenegildo, contrataram Dionathas, pelo valor de R$ 2 mil para cometer o crime. O réu Bruno repassou a Dionathas a motocicleta usada para a execução do crime.
Milena Tonini Gottardi foi morta a tiros na noite de 14 de setembro de 2017, no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória.
O promotor Leonardo Augusto avaliou o julgamento como cansativo, porém com um resultado esperado. “Não tínhamos dúvida do que foi defendido. Deixamos um alerta às mulheres para que qualquer tipo de invasão de privacidade ou abuso que procure ajuda e não espere que se perca uma vida. Há uma diferença entre amor e possessão”.
