Depois de mais de um ano afastado do meio musical devido à pandemia da Covid-19, o cantor Carlos Pastor Neto, 49, um dos mortos em duplo homicídio em um sítio no interior de Muqui, no Sul do estado, estava animado com os planos de voltar aos palcos. Chegou a se apresentar para alguns amigos no último final de semana.
Seus planos foram interrompidos por um crime que abalou a região. Carlos e Maria das Graças Xavier Nalim Franzoni, 48, que era colega de trabalho no sítio, foram mortos a tiros dentro de uma residência na propriedade, onde os dois atuavam como caseiros.
“A gente ficou um tempo parado, mas já havia alguns compromissos para agosto, como casamento e cavalgada. Infelizmente, aconteceu essa fatalidade”, lamentou o músico Roniel Cardozo, que fazia com a vítima a dupla Carlos e Roniel.

A dupla foi formada em julho de 2019. Antes disso, Carlos já teve outra dupla, Carlos e Fagner. Depois tocou em bandas, até fechar a parceria com Roniel. Além de cantar, tocava viola e guitarra, enquanto o amigo ficava nos teclados e ajudava no vocal.
Com a pandemia, os dois pararam de se apresentar. Há cerca de três meses Carlos teve Covid-19 e ficou muito mal, mas se recuperou. “Ele sarou, ficou bom, mas acabou ocorrendo isso agora”, lamentou Roniel
O corpo de Carlos foi levado ao Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro. A previsão é que seja liberado para velório nesta sexta (16). Ele deixou um casal de filhos.