
A identificação do jovem não está sendo divulgada para preservar a identidade da vítima.
De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Viana, Ana Karolina Marques, a mulher foi agredida fisicamente e psicologicamente na presença da filha do casal, de 4 meses.
Segundo a delegada, a vítima relatou que as agressões começaram às 23 horas de quarta-feira, quando o acusado chegou em casa sob o efeito de crack.
Além de socos pelo corpo, o marido a jogou na cama, arrancou a sua blusa e começou a torturá-la durante a madrugada.
“Ele exigia que ela confessasse uma suposta traição, fazendo ameaças, agressão psicológica e provocando as lesões. A ameaça era feita com uma faca. Dizia que a mataria e depois tiraria a própria vida”, explicou a delegada.
Ao amanhecer, ele a deixou trancada, junto com a bebê e saiu por volta das 8 horas. Às 9h40, a mulher conseguiu quebrar a porta e pedir ajuda.
“Depois de conseguir se livrar do cárcere privado, a vítima chegou até a delegacia com um machucado visível no lábio inferior, decorrente de um soco que ela tinha recebido dele e muito abalada. Ela contou uma cena de verdadeiro terror”, disse a delegada.
Após a denúncia, a vítima foi levada para exames de corpo de delito, e a PM acionada para localizar o acusado, que foi preso em um bar, onde tinha o costume de frequentar. O jovem foi indiciado por tortura, cárcere privado e pode pegar 13 anos de prisão.
Acusado comete crimes desde 13 anos, diz polícia
Antes de ser preso por manter a mulher em cárcere privado e torturá-la, o acusado, de 23 anos, já tinha um histórico criminal. Ele começou a cometer crimes aos 13 anos.
De acordo com o tenente Renato Garcia, da 11ª Companhia Independente (Viana), os crimes cometidos pelo jovem ocorreram também na Grande Vitória.
“Esse cidadão tem passagens por tráfico de drogas e por roubo. Ele foi já foi preso, cumpriu prisão por roubo a uma loja de vestidos, na Praia da Costa. Além disso, tem diversas passagens por tráfico de drogas e outros crimes relacionados ao tráfico desde os 13 anos. Desde criança que ele comete atos infracionais. Tem uma extensa ficha criminosa.”
Ameaça
Já sobre crimes de violência doméstica, a delegada chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, Claudia Dematté citou que, em 11 de julho, a mulher do acusado chegou a acionar a PM após ameaça, porém não deu seguimento ao caso.
Apesar dessa desistência inicial, Claudia Dematté disse que o pedido de ajuda, após o cárcere, foi fundamental. “Graças a esse pedido de socorro a polícia pode autuar esse cidadão. Então, nós orientamos sempre que as mulheres não se calem. Não tenham medo de denunciar agressores.”