Um tatuador de 44 anos foi preso neste domingo (31) em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O homem estava foragido desde a sexta-feira (29), quando a Polícia Civil de Minas solicitou sua prisão preventiva. Ele é suspeito de ter abusado sexualmente de clientes do estúdio em que trabalhava na capital mineira.
De acordo com informações da Polícia Civil, o tatuador estava escondido na casa de amigos e foi localizado pela polícia após uma denúncia anônima.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte, onde pelo menos 15 mulheres já formalizaram a denúncia.
Ele é acusado de violação sexual mediante fraude, quando o agressor engana a vítima para cometer o abuso. A pena é de 2 a 6 anos de reclusão.
Uma publicação em uma rede social da professora e ativista mineira transexual Duda Salabert serviu de combustível para que as denúncias viessem à tona. Ela sugeriu que as seguidoras dessem prioridade a tatuadoras mulheres, afirmando que é um mercado machista, e perguntou se haviam sofrido assédio em estúdios.
Em menos de um dia, recebeu mais de 50 relatos contra o acusado. Segundo ela, alguns de meninas menores de idade (denúncias envolvendo outros homens também foram recebidas).
Uma das vítimas afirmou que o tatuador derrubou tinta em seus seios e usou o “acidente” como pretexto para tocá-la. Outra, que ele tocou em sua genitália. O tatuador às vezes colocava a cliente em posições desnecessárias para facilitar o abuso, sob a justificativa de que facilitaria a realização do desenho. A polícia afirmou que os relatos das mulheres foram todos semelhantes.
A partir disso, Salabert criou um grupo de WhatsApp com as vítimas e perguntou se gostariam de entrar com uma ação coletiva contra o tatuador. 15 delas aceitaram, conta. Foram até a Polícia Civil e o Ministério Público.
