
O suspeito embarcou em Jucutuquara com destino a Tabuazeiro. “Ele mandou eu entrar numa rua sem saída, mas como tinha um rapaz lá, ele mudou, mandando eu parar na rua Santos Dumont. Quando chegamos em frente a um portão, ele disse que era um assalto e já veio com a faca em direção à minha barriga”, lembrou o taxista.
A vítima segurou a faca do bandido, lutando para tirar a arma da mão do suspeito. “Cheguei a quebrar a faca. Nisso, meu carro bateu no muro de uma casa. Eu saí por um lado e ele por outro. Ele partiu para cima de mim, querendo levar meu celular, mas não deixei. Foi quando os motoqueiros chegaram”, contou.
Os motociclistas começaram a intervir na briga e o suspeito correu. Mesmo assim, foi alcançado pelos populares, que conseguiram segurá-lo até a chegada da polícia. O taxista precisou ir até o hospital para levar pontos nos dedos das mãos.
A frente do carro dele ficou parcialmente destruída por conta da batida. Um prejuízo de R$ 4 mil, segundo Elias.
Essa não foi a primeira vez que o taxista foi sofreu nas mãos de criminosos. Em 20 anos de profissão, Elias já foi assaltado nove vezes. “É difícil trabalhar com essa insegurança, a gente não pode nem cobrar a Justiça, porque não tem como eles ficarem ao mesmo tempo em todos os lugares”, ponderou.