
A prisão ocorreu na sexta-feira (7), mas o fato só foi divulgado nesta segunda-feira (10), após a polícia cumprir mandados de busca e apreensão com o objetivo de colher provas para dar sequencia às investigações sobre o crime.
A morte do taxista causou comoção na região. Além de Edilio ser uma pessoa bem conhecida, foram três dias de buscas até o corpo da vítima ser localizado, caído perto de uma lavoura de abacaxi, na zona rural de Itapemirim, cidade vizinha a Marataízes.
De acordo com o titular da Delegacia de Itapemirim, Djalma Pereira Lemos, os acusados AMSJ, 26 anos e MAE, 21, estão presos, por meio de mandado de prisão temporária, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marataízes.
Ainda, segundo o delegado, os dois confessaram o crime.
Um dos três mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira foi na casa do pai de um dos suspeitos, que é advogado. A ação foi acompanhada por advogados cedidos pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Espírito Santo.
Segundo a polícia, os acusados são amigos e alegaram que não tinham interesse em matar o taxista, apenas dar um susto nele. Disseram que a vítima teria forçado relação sexual contra a namorada do acusado de 26 anos. A polícia apura essa alegação.
“Os dois são amigos e usuários de drogas e álcool. A mãe do suspeito de 26 anos revelou que o filho é um ótimo músico, mas se perdeu pelas drogas”, explicou o delegado.
Os amigos revelaram que atraíram a vítima para uma corrida até Cachoeiro de Itapemirim. No percurso, AME, que estava no banco de trás, teria puxado o taxista pelo pescoço até que o motorista desmaiasse.
Em seguida, AMSJ tomou a direção e dirigiu o carro até a lavoura, onde a vítima foi morta a socos e chutes.
“O trabalho eficiente de nosso setor de inteligência e a agilidade do promotor e do juiz de Itapemirim, que prontamente atenderam nossas representações, foram fundamentais na elucidação do crime”, disse o delegado.