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Taxista trabalhava com disque-armas, diz polícia

O taxista José Edilson Muniz Alves Ferreira, de 37 anos, foi preso pela Polícia Civil, acusado de participar de um esquema de disque-armas para ...

Armamento apreendido durante operação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos

Última atualização

Armamento apreendido durante operação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Foto: Fábio Nunes/AT)

O taxista José Edilson Muniz Alves Ferreira, de 37 anos, foi preso pela Polícia Civil, acusado de participar de um esquema de disque-armas para traficantes da Grande Vitória.

O balanço da operação, batizada de Thanatos (personificação da morte, em grego), foi divulgado ontem pela polícia. A ação começou na terça-feira. Além do taxista, outras 11 pessoas foram detidas.

Segundo a polícia, quem solicitava os serviços de entrega do taxista era o cabeça do esquema, identificado como Wilson Flaviano Marinho, 43, o Bola, que também foi preso.

Ele adquiria as armas e as repassava para diversos grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas na região metropolitana. Os maiores compradores do Bola eram os traficantes de Itararé, em Vitória.

Na maior parte das vezes, José Edilson buscava o armamento na casa do Bola, no bairro Novo Brasil, em Cariacica, e o levava até Itararé.

As investigações sobre o grupo criminoso começaram em setembro deste ano, após uma denúncia anônima e levaram, primeiro, ao Bola. A partir da identificação dele, a rede de contatos foi revelada.

Uma das peças desse quebra-cabeça é o dono de um bar em Paul, Vila Velha. Sandro do Nascimento Silva, de 38 anos, conhecido como Pica-Pau, era quem fornecia munição para o grupo criminoso. Ele está foragido.

Segundo a polícia, o suspeito tinha tanta tranquilidade na venda da munição que deixava o material exposto em diversos locais dentro do bar, sobre a geladeira e debaixo do balcão, por exemplo.

Bola também fornecia armas de fabricação caseira, feitas por um armeiro de sua confiança, que foi preso na primeira fase da operação, em setembro deste ano.

Na ocasião, outros dois suspeitos também foram presos e 11 armas foram apreendidas. Os nomes dos detidos na primeira fase não foram divulgados.

Na segunda fase, realizada na terça-feira, foram apreendidas outras nove armas de fogo, totalizando 20 armas e 15 presos. Agora a polícia investiga de onde vinha o armamento fornecido por Bola.

O delegado Christian Waichert explicou que a quadrilha agia como um consórcio. “Eles constantemente conversavam, trocando e fornecendo arma e munição um para o outro quando o estoque estava baixo”, detalhou o titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).

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