
Os moradores começaram a ouvir os tiros por volta das 4h30. Segundo testemunhas, os suspeitos passaram disparando de dentro de um carro.
Um homem, identificado apenas como Mateus, foi perseguido pelos atiradores e baleado na rua Leopoldo Nunes do Amaral Pereira. Sangrando, ele correu por cerca de 400 metros até se esconder atrás de um veículo que estava estacionado na rua Luis Pereira Melo.
“Ele ficou lá uns 10 minutos e depois começou a pedir socorro, dizendo que estava baleado mas ainda estava vivo. Ele gritava muito alto. Liguei para o Samu, mas quando chegaram ele já estava morto”, revelou uma comerciante, de 56 anos. Ela não quis se identificar.
Uma equipe da Polícia Militar estava no bairro para verificar uma denúncia de um homem que estaria andando pela região, fora de si, tentando invadir algumas casas. De repente, os militares ouviram os disparos e foram na direção do barulho, para ver do que se tratava.
Segundo os policiais, quando entraram na rua próximo a uma igreja, eles notaram um veículo vindo na direção deles, numa velocidade alta. Eles perceberam dentro do carro havia quatro homens, três deles com camisas amarradas na cabeça.
A situação chamou a atenção dos militares, que mandaram todos saírem do carro. Na revista pessoal, nada foi encontrado. A surpresa veio quando eles foram verificar o veículo em que os suspeitos estavam, onde encontraram duas armas.
Enquanto faziam essa abordagem, os policiais ficaram sabendo da vítima que tinha sido baleada ali perto. Os suspeitos foram levados para o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde ficaram detidos.
O que dirigia o veículo era um motorista de aplicativo, e o próprio trio afirmou para a polícia que ele não tinha envolvimento com o crime. Ele não foi preso, mas ficou na DHPP para prestar esclarecimentos.
Para quem mora no bairro, a madrugada foi assustadora. “Um desespero total. Ver uma pessoa pedindo socorro e você não poder fazer nada é muito triste. Só pensei na família dele. Antes de morrer, ele disse que se chamava Mateus e era de Vila Velha”, frisou a comerciante.
Segundo informações da polícia, os três presos seriam do Trem Bala, grupo armado da facção que comanda o Complexo da Penha. A Polícia Civil vai investigar o caso para determinar a motivação do ataque.