
O criminoso mais procurado do Espírito Santo está preso. Giovani Otacílio de Souza, de 36 anos, conhecido como “Paraíba”, foi detido na tarde dessa segunda-feira (9) no bairro Gurigica, em Vitória, em uma ação coordenada pelo Grupo de Operações Táticas da Polícia Civil (GOT), em conjunto com as polícias militar e federal, Força Tática e as Secretarias de Estado de Segurança Pública (SESP) e da Justiça (Sejus).
Paraíba, como era conhecido na região do Bairro da Penha, sempre gostou de ostentar. Além de portar armas caras e de calibre restrito, uma das pistolas apreendidas, uma Glock calibre ponto 45, tinha o ferrolho banhado a ouro. As duas armas confiscadas pela polícia – a Glock e uma pistola 9 milímetros – eram preparadas para disparar rajadas. Ambas são de uso restrito e no mercado são encontradas a valores entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
“Quando querem ostentar ouro em uma arma de fogo, querem ostentar poder, só que o Estado vai atuar firme e se fazer presente”, disse o coronel Augusto Piccoli, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar.
Além das armas, foram apreendidas 29 munições ponto 45, 36 de 9 milímetros, três carregadores de ponto 45, dois de 9 milímetros, colete à prova de balas, o kit de conversão que transforma a pistola para um calibre maior, 10 gramas de cocaína e 30 gramas de maconha.

Paraíba era monitorado há dois anos e tinha nove mandados de busca por tráfico e homicídio. Lázaro Mendes, de 26 anos, apontado como segurança do criminoso, também foi preso.
De acordo com o superintendente de Ações Estratégicas e Operações, delegado João Calmon, Paraíba não saía da comunidade em hipótese nenhuma, contava com a ajuda de comparsas para trocar de endereço, tinha proteção e sempre dormia em lugares diferentes. “Em dois anos tivemos oportunidades, mas não queríamos colocar em risco os moradores”.
Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, o criminoso era um chefe de tráfico capitalizado, com grande poder de compra. “Essa prisão é para levar paz e tranquilidade ao cidadão de bem, grande maioria dos moradores de lá”.
A reportagem completa você lê na edição desta quarta-feira (11) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Luciana Pimentel