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Tragédia em Linhares: crianças relatavam abusos sexuais na escola

O juiz que determinou a prisão de Juliana Alves disse que as professoras de Kauã e Joaquim perceberam sinais de abusos e chegaram a chamar a pastora ...

Kauan (à esquerda) e Joaquim (à direita) foram encontrados sem vida dentro do quarto queimado

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Kauan (à esquerda) e Joaquim (à direita) (Foto: Acervo Pessoal)O juiz que determinou a prisão de Juliana Alves disse que as professoras de Kauã e Joaquim perceberam sinais de abusos e chegaram a chamar a pastora e o marido na escola.

O documento diz ainda que, em algumas ocasiões, o mais velho chorava desesperadamente e que o mais novo chegou a relatar que sofria abusos sexuais.

“Não por menos, as vítimas Kauã e Joaquim já apresentavam sinais de abusos sexuais, inclusive, já na escola, a vítima Kauã em certas ocasiões chorava desesperadamente, mas alegava aos seus professores que não podia relatar a motivação, bem como que a vítima Joaquim, também na escola, relatava que sofria abusos sexuais, quando então os acusados lá compareceram no estabelecimento de ensino afirmando que os abusos não eram praticados no âmbito doméstico e familiar, mas tentavam direcionar a culpa para outra criança de 05 (cinco) anos de idade”.

Em outro trecho, o juiz cita um episódio de abuso que teria sido praticado por terceiros.

“Com isso, é possível verificar que a denunciada JULIANA tinha conhecimento dos supostos abusos sexuais sofridos pelos seus filhos e vítimas, tanto que em uma conversa entre os acusados (relatório do SISLAB), a vítima Kauã reagiu emocionalmente após ter sofrido “maldades” por parte de 02 (dois) “caras” na piscina, entretanto, eles não tomaram qualquer medida ou providência em relação ao ocorrido”.

Além disso, o casal costumava abrigar pessoas que mal conheciam em sua casa e tinha o hábito de deixar os filhos com elas.

“O Ministério Público trouxe no bojo da denúncia e dos pedidos de decreto de prisão preventiva que os acusados abrigavam e franqueavam a entrada de “fiéis” na casa em que residiam, dos quais não tinham conhecimento da índole e antecedentes, mesmo ali residindo as 03 (três) crianças, que já esboçavam relatos de abusos sexuais. Inclusive, a acusada JULIANA deixava os filhos aos cuidados de terceiros onde em uma das vezes ela pede a uma das moradoras para entregar o filho menor João para uma das frequentadoras da igreja para amamentá-lo”.

Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna de sexta-feira (22).

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