
O pastor teve a prisão temporária, de 30 dias, decretada, após apresentar controvérsias em depoimentos, para não atrapalhar as investigações e também porque há indícios de que ele teria modificado a cena dentro da casa onde ocorreu o incêndio que matou o filho dele, Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e o enteado, Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos.
A expectativa dos advogados é de que hoje possam ter acesso ao inquérito para começar a análise e, depois, se pronunciar sobre o caso.
O advogado Rodrigo Duarte, que é de Minas Gerais, afirmou que uma junta foi criada com profissionais que se sensibilizaram com o fato. Em entrevista à reportagem, na última segunda-feira, ele ainda explicou que, por três vezes, tentou ter acesso aos autos, mas sem sucesso. Procurado na noite de ontem (terça-feira), ele voltou a afirmar que deve se manifestar assim que tiver informações concretas.
De acordo com o amigo da família e pastor que atua na Igreja Batista Vida e Paz de Conceição da Barra, Abisai Júnior, foi montado um gabinete com membros da igreja e de fora dela, onde serão discutidos o caso e os próximos passos. “Não temos informação de quantas pessoas vão participar. Amanhã (hoje), esse gabinete deve se reunir, depois que a defesa tiver acesso aos autos.”
Abisai ressaltou que a mulher do pastor George, Juliana Salles, está na casa de um familiar, em Linhares, com o outro filho do casal.
Ele ainda questiona o que motivou a prisão do pastor George. “Se for por ele ter supostamente alterado a cena, um pastor que o acompanhou disse que o Corpo de Bombeiros liberou a casa após a perícia. O pastor George só voltou lá no domingo (dia 22), com quatro outros pastores. Eles movimentaram a casa, tiraram coisas do lugar, mas porque estava liberado. Não queria prejudicar investigações.”
Quanto a informações de que ele poderia deixar a cidade, o pastor também disse que não procede, já que o acompanhou nos dias seguintes, quando estiveram em hotéis da região. “Como não tinham mais dinheiro, ofereci para que ficassem na minha casa, em Conceição da Barra. Foi informado ao delegado.”