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Polícia

Tragédia em Linhares: “Mãe não é investigada”, afirma defesa

Debruçada dia e noite no caso que apura a morte dos irmãos Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e Kauã Salles Butkovsky, de 6, em Linhares, Norte do ...

Pastora Juliana Alves deixa delegacia após depoimento.

Última atualização

Pastora Juliana Alves deixa delegacia após depoimento. (Foto: Wilton Junior)

Debruçada dia e noite no caso que apura a morte dos irmãos Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e Kauã Salles Butkovsky, de 6, em Linhares, Norte do Estado, a defesa do pastor Georgeval Alves Gonçalves, o pastor George, conversou ontem com a reportagem de A Tribuna e falou sobre o caso.

A defesa é composta por uma junta de cinco advogados voluntários, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Eles começaram a analisar o caso na última quarta-feira, depois de ter o direito de ver o inquérito policial pela primeira vez.

Quando questionada sobre os próximos passos, disse que não poderia se manifestar sobre o andamento do inquérito, mas garantiu que todas as medidas legais para a defesa do pastor estão sendo tomadas.

A defesa também acompanhou o depoimento ontem da mãe das crianças que morreram no incêndio, a pastora Juliana Salles. Os advogados garantiram que ela não é investigada. Foi ouvida na qualidade de testemunha. Eles pedem que os seus nomes não sejam divulgados neste momento.

Sobre o pastor George

A Tribuna – Tivemos a informação de que a defesa trouxe um perito de Minas Gerais para fazer uma perícia própria. A informação procede?
Junta de advogados da defesa – Sim, trouxemos um perito engenheiro elétrico. Estamos aguardando a liberação do imóvel, para que possamos fazer uma perícia particular

A defesa já fez o pedido à polícia para ter acesso ao imóvel?
O pedido será feito amanhã (hoje) para o delegado responsável pelo caso (Romel Pio de Abreu Junior).

Já entraram com pedido de relaxamento da prisão do pastor George?
Não podemos nos manifestar a respeito do andamento do inquérito, mas todas as medidas legais para a defesa do Georgeval estão sendo tomadas

Mas quando irão pedir o relaxamento da prisão?
Estamos trabalhando.

Soubemos que não foram encontrados vestígios de sangue no carro usado pelo pastor. Foi isso mesmo? O veículo foi até devolvido para o proprietário.
Essa informação procede. A investigação objetivava encontrar eventuais vestígios de sangue no veículo, mas o exame restou negativo, o que já era esperado pela defesa.

Pelo que analisaram no inquérito policial até agora, há alguma evidência apontada pela polícia de algum crime cometido pelo pastor que justifique a sua prisão?
Não. A defesa não vislumbrou qualquer prova do suposto crime ou mesmo indício de sua autoria.

Havia uma previsão de uma entrevista coletiva nesta semana. Já tem uma data definida?
Não há previsão.

Sobre a pastora Juliana

A Tribuna – Vocês também estão acompanhando os depoimentos da pastora?
Junta de advogados – A Juliana está sendo acompanhada pela defesa.

Por que o celular dela foi apreendido?
Após ser interrogada simultaneamente por três delegados hoje (ontem) pela manhã, sem ter o que temer, ela disponibilizou o aparelho celular para a polícia.

Qual foi o argumento da polícia para chamá-la para um novo depoimento?
Nós não fomos informados.

Ela está sendo investigada ou prestou depoimento na qualidade de testemunha?
Ela não é investigada. Prestou depoimento na qualidade de testemunha. Aliás, a Juliana está recebendo ameaças nas redes sociais. As ameaças possuem um tom de risco à integridade física e à vida.

Essas ameaças foram denunciadas à polícia?
A defesa já está tomando as devidas providências.

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