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VIOLÊNCIA

Três ocorrências de homicídio em um intervalo de 5 horas em Vila Velha

Crimes aconteceram em três bairros diferentes

Crimes são investigados pela DHPP de Vila Velha

Última atualização

A noite de segunda-feira (11) foi de terror em Vila Velha: em um intervalo de cinco horas, três ocorrências de homicídio foram registradas e uma jovem de 23 anos foi baleada na cabeça, nas regiões de Araçás, Ilha dos Ayres e Santa Rita. 

O primeiro caso aconteceu em Araçás, às 18h. A vítima, identificada como Jeferson Souza Rodrigues, de 28 anos, foi encontrada morta dentro de uma quitinete, com o corpo enrolado num lençol. Ele estava com marca de facada no pescoço. 

A suspeita da polícia é que Jeferson tenha sido morto no último final de semana, por conta do estado de decomposição do corpo. O crime só foi descoberto após vizinhos sentirem um cheiro forte vindo da quitinete. Ainda não se sabe a motivação do crime. 

Quatro horas depois, às 22h, um ataque apavorou os moradores de Ilha dos Ayres. Seis homens armados passaram disparando contra um grupo de jovens que estava na rua Aristídes Lôbo, conhecida pelo intenso tráfico de drogas. 

Luiz Fernando Alves Gomes, de 24 anos, foi baleado no peito e não resistiu. Uma outra jovem, de 23 anos, foi atingida na cabeça. A moça foi socorrida, e o estado dela era estável.

O ataque foi intenso: moradores recolheram diversas cápsulas do chão, até mesmo de fuzil. Muros, paredes e janelas de casas ficaram com marcas dos disparos. Testemunhas disseram que a rua estava cheia quando os atiradores chegaram, e a correria foi grande.

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Luiz já tinha sido preso em abril de 2019, por tráfico de drogas. A outra jovem baleada também tem passagem pelo mesmo crime, entre fevereiro de 2018 e junho de 2019.

Às 23h, mais violência, dessa vez em Santa Rita: um homem, que ainda não foi identificado, acabou morto com tiros no pescoço e no queixo. Quando a polícia chegou ao local, a vítima estava caída na rua com muito sangue no rosto. Ninguém soube explicar como o crime aconteceu. 

Os casos seguirão sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito tinha sido preso.

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