“Uma vida vale R$ 5 mil?”, questiona a psicóloga Fernanda da Silva, filha do motociclista Luis Claudio Ferreira da Silva, servidor aposentado da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O homem de 62 anos morreu no último dia 29 de setembro, após ser atropelado no bairro Guaranhus, em Vila Velha.
O responsável pelo acidente é o técnico ortopédico Lucas Schneider. O jovem de 23 anos foi preso no dia do crime e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV). Na ocasião, Lucas contou que havia bebido com amigos em um motel da cidade e, depois, dirigido.
Mesmo assim, o motorista foi solto na noite dessa segunda-feira (21). Para sair da cadeia, ele pagou uma fiança de R$ 5 mil. Anteriormente, a Justiça havia estipulado o valor de R$ 50 mil para conceder liberdade provisória ao jovem. Na sexta-feira (18), o valor foi reduzido.
A notícia de que Lucas Schneider havia sido solto chegou ao conhecimento da família do motociclista Luis Claudio na manhã desta terça (22). Os parentes da vítima já imaginavam que o jovem seria posto em liberadade.
“A gente já sabia que a fiança havia sido reduzida e esperava que ele fosse solto a qualquer momento. A família está em choque, principalmente, pela forma como tudo foi conduzido”, disse a psicóloga Fernanda da Silva, filha de Luis Claudio.
De acordo com ela, todos os procedimentos que a família adotará a partir de agora serão na Justiça.
“Aonde esse rapaz vai parar? Ele tem quatro delitos, um resultando em morto. Todos esses crimes demonstram a índole da pessoa. Não sei como é a família ou mãe dele, mas, quando olhamos para esse rapaz, sabemos que é uma pessoa que deu errado”, criticou Fernanda.
