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Polícia

Unidade vai investigar policiais envolvidos com milícias no Rio de Janeiro

A Polícia Militar do Rio de Janeiro vai criar uma unidade especializada para investigar policiais suspeitos de envolvimento com milícias. Uma ...

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro vai criar uma unidade especializada para investigar policiais suspeitos de envolvimento com milícias. Uma Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) voltada a esse fim está em fase de projeto e deve ser implementada até o fim do ano.

A ideia é que a unidade seja instalada em um prédio no centro da capital fluminense onde antes funcionava a extinta Secretaria de Segurança Pública, desmembrada pelo governador Wilson Witzel (PSC) em duas pastas comandadas pelas polícias. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo e confirmadas pela reportagem.

Segundo o governo, 156 milicianos foram presos e 40 operações foram feitas contra esses grupos paramilitares de janeiro a agosto deste ano, pelas delegacias de homicídios e pela delegacia de repressão às ações criminosas (Draco). A PM, porém, não informou quantos policiais foram investigados ou punidos por envolvimento.

Witzel, por meio de nota, diz que as investigações da Polícia Civil têm priorizado a atuação nos negócios e finanças das organizações criminosas e que ampliou o departamento de combate à corrupção, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio em 2008, a medida não é efetiva. “Primeiro, a ideia de que a Polícia Militar vai investigar fere uma competência que é da Polícia Civil” ,diz.

“Segundo, as milícias existem há pelo menos 13 anos a todo vapor no Rio e até hoje os setores de ouvidoria e corregedoria não foram capazes de conter isso dentro da corporação. Imaginar que a polícia seja capaz sozinha de combater as milícias não é factível. Acho que a Polícia Federal e o Ministério Público deveriam atuar muito mais, por serem órgãos externos e de fiscalização.”

As Delegacias de Polícia Judiciária Militar (hoje são oito no total), responsáveis por investigar desvios de conduta de agentes, são subordinadas à Corregedoria da PM do Rio, que nesta segunda-feira (2) teve seu dirigente trocado.

O corregedor-geral, coronel Joseli Cândido da Silva, pediu exoneração e será substituído pelo coronel Marcus Vinícius dos Santos Amaral, que atualmente comanda uma área na região da Baixada Fluminense.

A pasta diz que atendeu a “uma decisão pessoal” de Cândido, embora o pedido de afastamento tenha ocorrido após o secretário de Polícia Militar, general Rogério Figueredo, anular uma sindicância aberta por ele contra um soldado que se envolveu numa confusão na Câmara, segundo O Globo.

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