Uma aluna do 10º período do curso de Direito do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), na Serra, foi agredida por um colega dentro da instituição, na noite da última quinta-feira (30).
Ela participava de um apitaço pré-formatura, comum entre os alunos que estão prestes a se formar. Os formandos passam pelos corredores, com apitos, para se despedir da vida acadêmica.
De acordo com uma testemunha, que preferiu não se identificar, um aluno do 6º período do curso de contabilidade se irritou com o barulho e iniciou a agressão.
“Ele jogou uma cadeira no grupo e a colega disse que ele era um ridículo. Na mesma hora ele deu um tapa na cara dela”, contou.
A testemunha disse, ainda, que o centro universitário não tomou providências após a agressão.
“O Unesc não fez nada além de colocar uma nota de repúdio nas telas de TV dentro do campus”, disse.
A universitária, que tem 24 anos e também não quis se identificar, disse que o apitaço era legítimo e pacífico.
“É uma tradição da faculdade. Estávamos em cerca de 10 pessoas fazendo o apitaço no corredor. Quando a gente passou perto da sala desse rapaz, ele arremessou a cadeira em nosso grupo. Quando dei por mim, levei um tapa na cara”, contou.
Ela negou que tenha dito alguma coisa ao jovem. “Quando ele me bateu, eu me afastei e os próprios colegas de sala dele o afastaram”.
A universitária afirmou que a faculdade suspendeu todos os envolvidos na confusão, sem prazo para retorno.
“Fui suspensa e não consigo sequer entrar na faculdade para conversar com a diretoria e entender o que aconteceu. Estive na delegacia e prestei queixa contra o aluno que me agrediu. Na segunda-feira (3) vou tentar saber quando poderei voltar às aulas”, relatou.
Na noite de sexta-feira (31), um grupo de alunos se reuniu em protesto em frente à unidade. Mas, segundo eles, foram obrigados a parar a manifestação sob a ameaça de que perderiam as provas.
“A gente vai entrar para fazer as provas, porque cada avaliação perdida custa R$ 100. Depois vamos voltar para a porta da faculdade para cobrar uma atitude”, disse uma aluna.
Por nota, a assessoria de imprensa do Unesc informou que a instituição “repudia toda forma de violência e informa que abriu uma sindicância para apurar todos os fatos e seus responsáveis, para tomar as providências cabíveis de acordo com o regimento interno”.