|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:
O vereador de Guarapari, Leonardo Dantas, de 22 anos, foi detido pela PM por desacato, desobediência e resistência aos militares sob acusação de ter feito gestos obscenos para os policiais e se recusar a acompanhá-los até a delegacia da cidade.
A Polícia Militar disse que tudo teria começado após a abordagem durante uma blitz na Av. Beira Mar, na Praia do Morro, na noite de sexta-feira (17). Segundo a PM, ao ser pedida a identificação de Dantas, ele teria informado que era vereador e tentado intimidar a equipe, momento em que os policiais teriam percebido odor etílico.
Ao ser questionado se ele havia ingerido bebida alcoólica, o vereador teria pegado seu celular, se afastado do veículo, ignorado os militares, e não fez o teste do bafômetro, de acordo com a PM. Os policiais lavraram um auto de infração referente à recusa em se submeter ao exame de alcoolemia, e liberaram o veículo para um condutor habilitado.
O vereador, segundo a polícia, seguiu no banco de trás do carro, e ao cruzar com outra guarnição, teria feito gesto obsceno pela janela para os militares, que acompanharam novamente o veículo dando nova ordem de parada. Leonardo foi abordado em uma loja de conveniência já na avenida Paris, e toda a ação foi filmada por pessoas que estavam no local.
Os policiais pediram, segundo eles, que o vereador os acompanhassem até a delegacia. Mas ele teria se recusado. Tanto o vereador quando o condutor, de 30 anos, que estava no veículo dele, entraram em luta corporal com os policiais.
Em seguida, teria chegado no local o pai do vereador, o ex-presidente da Câmara José Raiumundo Dantas, que também teria tentado intimidar a equipe dizendo que se seu filho fosse conduzido à delegacia, ele faria com que todos fossem transferidos de batalhão. Depois da confusão, eles foram levados à Delegacia Regional de Guarapari.
A Polícia Civil informou que o vereador e o outro homem foram conduzidos à delegacia, assinaram um termo circunstanciado por desacato e foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer em juízo.
OUTRO LADO
A defesa do vereador declarou que toda a ação que aconteceu na noite da última sexta-feira é um abuso de autoridade. Valdir Junior alega, inclusive, que o aparelho celular do parlamentar teria sido quebrado durante abordagem.
“Trata-se de abuso de autoridade por parte do sargento lotado no 10º Batalhão de Guarapari, onde através de provas gravadas por pessoas que estavam na loja de conveniência, ele arrancou o celular à força da mão do parlamentar e quebrou, além de causar lesões corporais e usar spray de pimenta, configurando tortura. Fato comprovado por vídeo”, disse Valdir Junior.