Em Vitória, no ato que celebrou o Maio Laranja como o mês de combate ao abuso e à exploração sexual da criança, a Ministra dos Direitos Humanos, da Família e da Mulher, Damares Alves, relatou uma triste realidade que acontece no Brasil: a pedofilia sendo utilizada para gerar conteúdo para uma indústria criminosa espalhada pelo país.
Segundo a ministra, há um caso em investigação de um recém-nascido de oito dias que foi vítima de abuso sexual. Um vídeo de sexo com um recém-nascido, segundo a ministra, chega a valer entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
“São bilhões. Tem dinheiro nesta história (rede de pedofilia). Não pense que é só aquele cara na esquina passando a mão na menina. Tem muito dinheiro. Um vídeo de estupro de recém-nascido, e nós temos as imagens, custa entre 50 mil e 100 mil. Não porque são pedófilos, mas para gerar imagens para a indústria da pornografia infantil. Tem dinheiro nesta história. Tem gente grande nesta história. Mas nós não temos medo”, afirmou.
Ao lado do prefeito de Vitória, o delegado Lorenzo Pazolini, Damares Alves lembrou de outros casos históricos, como o da menina Aracely, afirmou que o Governo Federal vai seguir enfrentando a violência contra a criança e o adolescente e enfatizar esta mensagem em outras regiões do país. “Eu quero mandar um recado para o crime organizado no Brasil: acabou. Nós vamos enfrentá-los. Tá na hora de fazermos uma aliança pelo Brasil”, destacou.
Antes de seu discurso, a ministra deu um abraço na aposentada Marlucia Butkowsky, de 59 anos, avó do menino Kauã Butkowsky Sales, de 6 anos, que, ao lado do irmão Joaquim Sales, de 3 anos, foi estuprado e assassinado em Linhares, há três anos. O acusado do crime é o padrasto de Kauã e pai de Joaquim, o ex-pastor Georgeval Alves.
