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POLÍCIA

Vídeo mostra jogadores entrando em quarto de suposta vítima de estupro

A mulher registrou queixa contra dois atletas. Ela alega que foi tocada sem consentimento

Última atualização

A Polícia Civil do Rio de Janeiro analisa imagens de câmeras de segurança de um hotel que, segundo a investigação, mostram jogadores do Botafogo-SP entrando no quarto de uma mulher que os acusa de estupro.

A mulher, de 27 anos, registrou queixa contra dois atletas. Ela alega que foi tocada sem consentimento, além de ter sofrido uma agressão ao resistir. Ela estava no quarto, na madruga de 26 de setembro, com outro atleta do clube – que teve o contrato rescindido após a repercussão do caso.

Procurados, os jogadores não quiseram se manifestar. A advogada de um deles não retornou o contato da reportagem. O caso, ocorrido há uma semana, foi registrado como estupro e agressão na 4ªDP (Central).

A reportagem teve acesso às imagens do corredor do hotel onde os atletas estavam hospedados e onde teria ocorrido o crime. Nelas, a mulher aparece entrando em um quarto com um dos jogadores.

Na sequência, outros jogadores aparecem no corredor. A polícia identificou dois deles, um deles inclusive tira a bermuda e fica de cuecas no corredor.

Passados cerca de 20 minutos após a entrada do casal, os dois jogadores, segundo a polícia, batem na porta do quarto. Pouco tempo depois, as imagens mostram a mulher saindo, passando uma das mãos no rosto e, com a outra, segurando sandálias. Em depoimento, ela disse que estava chorando após ter sido mordida em um dos seios por um dos suspeitos.

Ainda nas imagens é possível ver que um dos atletas identificados a segue no corredor e a leva para outro quarto. Os dois ficam no local por sete minutos, segundo a polícia. Depois, ela pega o elevador.

Segundo a mulher contou à reportagem, ela e o jogador, após entrarem no quarto, passaram a se tocar com consentimento, mas isso mudou quando foram tomar banho. “Quando chegamos ao quarto, ele me chamou para o chuveiro. Eu disse para ele pegar camisinha, disse que não queria. Ele não quis pegar a camisinha e gozou dentro, o que ocorreu rápido.” Segundo o delegado responsável pelo caso, isso já pode configurar estupro.

Ainda de acordo com a versão da mulher, nesse momento, bateram na porta do quarto. “Ele saiu do chuveiro, eu ainda disse ‘não abre a porta’, mas ele abriu.”

Ela conta que dois homens entraram no quarto e que ela os reconheceu como os mesmos que estavam na boate onde conheceu o jogador.

Segundo ela, os jogadores que entraram no quarto tocaram em seu corpo. “Estava de toalha ainda, […] passaram a me alisar, e eu disse para eles pararem. Rindo, [um deles] se deitou na cama de cueca e disse: ‘É uma puta marrenta'”, relatou ela.

Ela disse ainda que, nesse momento, ocorreu a agressão. “Foi então que o [jogador] veio para cima de mim. Eu entendi que eles queriam sexo, e eu disse que não queria, que queria ir embora. O [jogador], então, disse: ‘Vamos ver se ela é marrenta mesmo’. E me deu uma mordida no seio, enquanto eu colocava o vestido”, conta.

O caso segue sendo investigado. Em nota, o clube afirmou que espera a conclusão da investigação para “decidir quais outras atitudes serão tomadas contra os outros dois atletas”.

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