
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, disse por telefone que a opinião dele é a mesma emitida pela CNBB.
Dom Walmor disse ser lamentável presenciar aqueles que representam a lei e o Estado, com a missão de defender a vida, decidirem “pela morte de uma criança de apenas 5 meses, cuja mãe é uma menina de 10 anos”.
Segundo ele, o caso encerra dois crimes hediondos. “A violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se explica, diante de todos os recursos existentes e colocados à disposição para garantir a vida das duas crianças. As omissões, o silêncio e as vozes que se levantam a favor de tamanha violência exigem uma profunda reflexão sobre a concepção de ser humano”.
Em oração, dom Walmor pediu consolação a Deus para todos os envolvidos “nessa desafiadora e complexa situação existencial, que feriu de morte a infância, consternando todo o País”.
Para o presidente da CNBB, o precioso dom da vida precisa ser, incondicionalmente, respeitado e defendido. “Devemos ser humildes, reconhecendo as limitações humanas, e sempre compassivos. Sejamos sinais do amor de Deus”, defendeu.
SÃO MATEUS
Ao comentar o aborto da menina, o bispo de São Mateus, dom Paulo Bosi Dal’Bó, disse que “não se repara um mal com outro mal”. O bispo ressaltou que a Diocese de São Mateus não se omitiu diante do fato.
“Desde que tomamos conhecimento do caso, para não expor ainda mais a criança e sua família, fizemos todos os esforços necessários, através de vias legais, para tentar auxiliar da melhor forma possível e encontrar uma solução na qual se preservassem as duas vidas”.
Segundo o bispo, “a família da gestante foi visitada pessoalmente a fim de ser informada de todas as possibilidades de ajuda”.