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Vizinho que matou assassino de ex-vereador se apresenta à polícia

Antônio José Denadai foi morto a facadas pelo caseiro de sua propriedade. Foto: Luiz Pajau/Arquivo/A Tribuna Acompanhado do advogado, o vizinho do ...

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Antônio José Denadai Antônio José Denadai foi morto a facadas pelo caseiro de sua propriedade. Foto: Luiz Pajau/Arquivo/A Tribuna

Acompanhado do advogado, o vizinho do ex-vereador de Vitória José Antônio Denadai, José Garcia Pereira, de 55 anos, se apresentou à polícia na tarde desta quarta-feira (3). Ele prestou depoimento e entregou a arma, um revólver calibre 38, que utilizou para matar o caseiro de Denadai, Alessandro dos Santos Rodrigues, 35, no Natal do ano passado.

Segundo a polícia, antes de ser morto, Alessandro teria assassinado Denadai a facadas dentro do sítio do ex-vereador, em Santa Leopoldina, região Serrana do Estado.

O advogado do vizinho, Leonardo Gagno, explicou que José é funcionário de uma propriedade próxima à de Denadai e amigo do ex-vereador. O vizinho prestou depoimento durante duas horas ao titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Vitória, delegado Marcus Vinícius Rodrigues.

Gagno informou que após o marido ser esfaqueado, a mulher de Denadai ligou para José e pediu que ele fosse ao local para socorrer Denadai e ajudá-la, já que Alessandro ameaçava matá-la também.

“O José ficou apavorado e ligou para o filho para ele chamar a polícia e a ambulância. José correu para a casa da patroa e pediu o carro dela emprestado. Ele foi com um amigo até o sítio de Denadai. Quando chegaram, o Alessandro estava na porta da casa esperando o Denadai morrer e ameaçando matar a mulher dele”, disse Gagno.

De acordo com ele, José tentou conversar com o caseiro, pedindo que o suspeito deixasse ele socorrer o ex-vereador, porém Alessandro foi armado com a faca para cima dele. “Quando ele se aproximou dele, estava a cerca de um metro e tentava pular um portão, o José atirou. Antes, ele tinha dado dois tiros de advertência para cima, mas mesmo assim ele foi na direção do José para agredi-lo. Ele se sentiu ameaçado e atirou”, afirmou o advogado.

Gagno revelou que, ainda no depoimento, José afirmou que estava sendo ameaçado por familiares do caseiro e também estava com medo de ser preso, por isso só se apresentou nesta quarta. A arma foi entregue à polícia. Segundo Gagno, ele tinha essa arma há 30 anos e não tinha porte dela.

Após prestar depoimento, José foi liberado e vai responder ao processo em liberdade.

Reportagem: Leone Oliveira

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