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Polícia

”Vou fazer o que a justiça determinar”, diz comerciante que matou motoboy em Guarapari

Ronny Almeida Baptista chegou a ser liberado na última quinta-feira, após cumprir a prisão temporária de 30 dias.

Comerciante se entregou à polícia junto com seu advogado.

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O comerciante, dono de uma distribuidora de bebidas em Guarapari, Ronny Almeida Baptista, de 30 anos, acusado de atirar e matar o motoboy Dyogenes Souza Nascimento, 25, voltou a ser preso na noite de terça-feira (17)  e declarou aos familiares e ao advogado: “Vou fazer o que a justiça determinar”. 

A Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari concluiu o inquérito policial e pediu à Justiça o indiciamento de Ronny.  

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou o comerciante como autor dos disparos que matou o motoboy, e a denúncia foi aceita pela Justiça na última terça-feira (17), e ao tomar conhecimento pelo seu advogado, Lucas Neto, de que o juiz havia determinado a prisão preventiva, Ronny decidiu se apresentar imediatamente. 

“Isso demonstra o interesse em colaborar com a justiça e não obstruir a realização do processo penal. Trata-se da manifestação expressa de que deseja cumprir com suas obrigações perante a justiça. Ele disse que se arrepende da atitude que teve e que vai fazer o que a justiça determinar”, explicou o advogado.  

Ronny chegou a ser liberado na última quinta-feira (12), após cumprir a prisão temporária de 30 dias. Foram cinco dias de liberdade. 

 













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O motoboy foi morto com seis tiros no dia 11 de abril, durante um encontro com Ronny no bairro Muquiçaba, e na época Ronny fugiu após o crime, mas se entregou na presença dos advogados, 23 horas depois.  

Em depoimento, Ronny disse à polícia que estava sendo perseguido por Dyogenes há quase dois meses por causa de um desentendimento no trânsito, e que o motoboy chegou a ameaçar a esposa e a filha dele dentro da empresa da família. Dyogenes, segundo o comerciante, não pedia dinheiro, e sim um pedido de desculpas por não ter dado seta e quase causar um acidente.  

No dia do crime, Ronny estava de carro, estacionado, quando Dyogenes parou de moto e foi até a porta do carro de Ronny, e ficaram discutindo por mais de um minuto, até Ronny sacar a arma e atirar contra o motoboy por seis vezes.  

Para a esposa de Dyogenes, Scheley Sampaio, de 34 anos, a prisão preventiva não vai trazer o motoboy de volta, mas é um sentimento de que a justiça está sendo feita.  

“A única coisa que precisamos é de justiça e paz, porque nada vai trazer ele de volta. O crime não pode ficar esquecido, e refletimos que as pessoas precisam pensar mais na hora de tomar uma decisão. Se ele tivesse parado por alguns segundos, poderia ter ação e comportamento diferente. Um segundo de irreflexão pode ocasionar séculos de sofrimento”, disse ela.

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