O porteiro que espancou um lavador de carros até a morte na madrugada desta sexta-feira (19) em Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, diz que está arrependido de ter agredido a vítima. “Lógico (que estou arrependido), pô! A gente bebia junto. Eu vou perder meu emprego e possivelmente a minha esposa”, disse ele na manhã desta sexta-feira (19).
Por mais que as imagens da agressão mostrem os inúmeros socos e pontapés que o porteiro desferiu na vítima, ele minimizou a violência de suas agressões. “Eu nem bati nele de mão fechada. Eu dei um tapa. Ele infartou. Não foi culpa minha”, alegou o homem que tem 30 anos de idade.
Ainda de acordo com o agressor, o lavador de carros havia roubado o seu aparelho celular. “Ele roubou o meu telefone na semana passada. E eu consegui recuperar. Passo (no local onde o lavador dormia) direto. Aconteceu de eu ver ele ontem”, contou.
Para o amigo do lavador de carros, as agressões que a vítima sofreu não têm justificativa. “Isso não se faz com ladrão, morador de rua ou ser humano nenhum”, disse o também lavador de carros, que trabalha no bairro onde aconteceu o assassinato.
“Se ele roubou, ele vai ‘segurar o pepino’ sim. Não é pegar um ladrão desprevinido e chegar batendo. Acho que isso não deve ser feito com ninguém”, continuou o amigo da vítima.
As agressões contra o lavador de carros teriam começado por volta de 0h30. No momento, ele estava dormindo. Ele chegou a ser socoriddo pelo Samu, mas morreu ainda dentro da ambulância.
