
De acordo com o advogado que defende Dondoni, o júri popular ocorrerá mesmo sem a presença o réu.
“Ele tem o direito de não comparecer, que seria o mesmo de ter seu direito ao silêncio. A não presença dele não pode influenciar negativamente porque é uma garantia fundamental. O código penal é claro. Em 2008 houve uma reforma e o julgamento tem que acontecer mesmo sem a presença dele”, explicou Rogério Pires Tomaz.
Segundo o advogado, a decisão de não comparecer partiu de Dondoni e de sua família. “Essa decisão foi tomada após as últimas veiculações sobre esse julgamento na mídia. Toda a família de se reuniu e decidiu devido aos traumas que ele tem vivido nesses dez anos. Todos os anos tem o aniversário do acidente e agora reforçaram nessa última semana. Isso tudo contribuiu para o trauma dele”.
A defesa acredita que o julgamento seja encerrado ainda hoje. “Há possibilidade de terminar hoje pelo número de testemunhas – serão duas ou três – a não ser que seja pedido algum tipo de diligência”, disse Rogério Pires Tomaz.
“A defesa ressalta que lamenta essa tragédia. A defesa não é insensível às três vidas ceifadas e nem o Wagner nunca foi, mas infelizmente, o Wagner nunca teve oportunidade de se pronunciar”, concluiu.
Waner Dondoni chegou a ser preso, mas pagou fiança e foi solto. O julgamento acontece 10 anos após o acidente que ocorreu na BR-101 em Viana. Morreram na tragédia os irmãos Rafael Scalfone Andrade, 13, e Ronald Andrade, 3, e a mãe de Ronald, a vendedora Maria Sueli Costa Miranda, 29.
