Além da manifestação pró-governo Jair Bolsonaro, o dia 7 de setembro também contará, no Estado, com uma manifestação de grupos mais à esquerda do espectro político.
Trata-se da 27ª edição do Grito dos Excluídos. A manifestação retorna às ruas após uma edição virtual no ano passado, feita por meio de uma celebração no Convento da Penha, em Vila Velha, e transmitida nas redes sociais.
O advogado André Moreira, representante do Movimento Impeachment Já-ES, que participará do ato, informou que a passeata do Grito dos Excluídos vai ter concentração na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória, às 8 horas. A caminhada terá como ponto final a Câmara de Vitória.
“Será feito uma manifestação contra as ofensas proferidas à memória do ativista e ex-coordenador do Grito dos Excluídos, Lula Rocha, por um vereador, e a omissão da Câmara quanto ao ocorrido”, explica.
As ofensas se referem ao ocorrido no dia 19 de junho, quando foi votada e rejeitada a Comenda Lula Rocha, proposta pela vereadora Camila Valadão (Psol). Os lemas desta edição serão “Vida em Primeiro Lugar” e “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.
A manifestação será estruturada em sete eixos: terra, território e trabalho: a esperança está na organização popular; juventude: protagonismo juvenil e participação popular; vacina já, para todos e todas; soberania e princípio democrático; militarização: racismo e preconceito; e esperançar: nós podemos reinventar o mundo.
O Grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência, em 7 de setembro. Estas manifestações têm como objetivo abrir caminhos aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos.
Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre 1993 e 1994. Embora a iniciativa esteja diretamente ligada à CNBB, o ato conta com a participação de igrejas, movimentos sociais e entidades envolvidas com a justiça social.
