A Executiva nacional do PSDB confirmou nesta quinta-feira (26) o apoio, sem ressalvas, à pré-candidatura de Renato Casagrande (PSB) ao Palácio Anchieta.
Na quarta, o ex-governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin impôs como condição, para aliança definitiva, a neutralidade do socialista com relação ao presidenciável Ciro Gomes (PDT), conforme divulgou a coluna Plenário com exclusividade.
O tema teria sido discutido no encontro do senador Ricardo Ferraço, o vice-governador César Colnago e Alckmin, em Brasília.
No entanto, o presidente regional do PSB, Luiz Ciciliotti, diz que vale o primeiro combinado. “O PSB discute hipótese de neutralidade nacionalmente. No Estado, vamos fazer palanque para Ciro e Ricardo vai fazer para Alckmin”.
O presidente estadual do PDT, deputado federal Sérgio Vidigal, que se reuniu ontem com Ricardo e Casagrande, confirma a decisão.
“O Ricardo nem sequer questiona essa hipótese (neutralidade). Ele é o coordenador da campanha de Alckmin aqui no Estado e vai pedir votos”, explicou. Sobre a aproximação do PR e PSB, Vidigal disse que o assunto será discutido. “Vamos procurá-lo (senador Magno Malta) para uma conversa”.
Informações de bastidores dão conta de que a condição que Malta teria imposto para aliança é de que Casagrande não peça votos para candidatos à Presidência quando estiver reunido em eventos com PR, PDT e PSDB. Malta já declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL).
Nesta sexta-feira (27), os partidos aliados ao ex-governador encontram-se para discutir as coligações proporcionais. PSDB, DEM e PDT já decidiram que vão caminhar juntos. “Vamos fazer as contas, e o resultado tem de ser positivo para todo mundo. Vamos instalar um comitê e tocar a campanha”, disse Ciciliotti.
Ricardo e Casagrande foram procurados pela reportagem, por meio de suas assessorias, mas não retornaram. Já Malta informou que a janela continua aberta ao diálogo.