- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Política

Bolsonaro nomeia militar para segundo maior cargo do ministério da Educação

Um militar foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para ser o "número 2" do MEC (Ministério da Educação). O cargo de secretário-executivo ...

Ricardo Machado Vieira era assessor da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Última atualização

Ricardo Machado Vieira era assessor da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Foto: Divulgação / Ministério da Defesa)Um militar foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para ser o “número 2” do MEC (Ministério da Educação). O cargo de secretário-executivo será ocupado por Ricardo Machado Vieira.

A nomeação de Vieira foi publicada na edição desta sexta-feira (29) do Diário Oficial da União. A posição estava vaga desde o dia 13 deste mês.

O novo “número 2” do MEC ocupava até fevereiro deste ano a função de assessor especial do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão também ligado ao ministério da Educação é responsável, entre outras funções, pela aquisição de livros didáticos para as escolas públicas.

Vieira é tenente-brigadeiro. Na carreira militar, já chegou a ocupar o posto de chefe do Estado-Maior da Força Aérea Brasileira (FAB).

Sua nomeação para a secretaria-executiva ocorre em um momento de disputa entre grupos de militares, técnicos e ideológicos, como seguidores de Olavo de Carvalho, considerado o guru da nova direita no país.

Nos ataques, alguns olavistas têm atacado diretamente os militares por uma suposta perseguição a eles. Por outro lado, a ala militar em torno da cúpula do governo busca retomar espaços no MEC. A confirmação do nome de Vieira, assim, representaria um aceno às demandas do grupo, que tenta levar adiante os planos traçados antes da nomeação de Vélez como ministro.

O nome do militar foi o quarto anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro nos três primeiros meses da nova gestão para a segunda maior posição no MEC, pasta imersa em uma crise institucional.
Indicado por Olavo, o ministro da Educação sofre um período de desgaste desde o primeiro mês de governo. Em janeiro, o ministro recuou sobre mudanças em edital de compra de livros que suprimia o compromisso com a agenda da não violência contra mulheres e permitia obras sem referências e com erros.

Em fevereiro, o MEC enviou carta a escolas com slogan da campanha de Bolsonaro e pedido de filmagem de alunos cantando o hino. O episódio causou grande desgaste e provocou novo recuo. Um novo capítulo da crise começou no dia 8 deste mês, com uma dança de cadeiras e críticas de Olavo no Twitter ao ministro e integrantes do MEC.

Primeiro a ocupar o posto de secretário-executivo na nova gestão, Luiz Antonio Tozi permaneceu no cargo até 12 de março, e acabou demitido por Jair Bolsonaro quando tentou enfrentar os olavistas. Na ocasião, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que Tozzi deixou a pasta em um “processo de reestruturação”.

Depois de Tozi, Vélez chegou a anunciar em uma rede social o nome de Rubens Barreto da Silva, o que não se concretizou. Iolene Lima foi a terceira opção do ministro para o cargo, mas acabou demitida oito dias depois de ser anunciada também por uma rede social.

Crise institucional

O processo de desgaste de Ricardo Vélez Rodríguez à frente do MEC ganhou força nesta quarta (27) após o presidente Jair Bolsonaro admitir que as coisas “não estão dando certo” no MEC.
“Temos que resolver a questão da educação. Realmente não estão dando certo as coisas lá, é um ministério muito importante”, afirmou o presidente em entrevista à TV Bandeirantes.

Nesta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) admitiu que Vélez “tem problemas” por ser “novo no assunto” e que não teria “o tato político” necessário para o posto.

A saída do ministro seria uma questão de tempo. O nome mais forte até agora é do senador ​Izalci Lucas (PSDB-DF), que tem apoio do bloco cristão desde o ano passado.

Apesar da movimentação, há certa cautela nas apostas dada a imprevisibilidade do presidente Bolsonaro e a influência sobre ele de Olavo e seus discípulos. Uma reunião entre Vélez e Bolsonaro está prevista para esta sexta.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.