Nesta terça-feira (15), o governador do Estado, Renato Casagrande, encaminhou à Assembleia Legislativa o texto do Projeto de Lei Complementar, que concede anistia aos 2,6 mil policiais militares que participaram do movimento reivindicatório de fevereiro de 2017.
Os deputados estaduais já começaram a apreciar a matéria, que deve ser votada ainda nesta quarta-feira (16). Caso a proposta seja aprovada, os militares envolvidos terão até 30 dias para pleitear a anistia. Para o governador, a medida tem a intenção de “fechar a ferida aberta” desde o movimento.
Casagrande acredita que o foco precisa ser o futuro das corporações. “É um momento que deve servir de exemplo para que não se repita. De ter um diálogo aberto e um acompanhamento das corporações policiais. Olhemos para frente, para o futuro do Estado, da política de segurança, do programa Estado Presente que estamos retomando, para que haja uma motivação e uma situação que, de fato, possamos apontar para fechar a ferida causada em fevereiro”, afirmou.

“Esse fato gerou sequelas terríveis à sociedade e à Polícia Militar. Temos 2622 policiais militares respondendo a processos administrativos disciplinares. Tivemos 57 tentativas de suicídio e, infelizmente, oito conseguiram tirar a própria vida. Demonstrando que esse episódio não foi algo trivial. O governo precisa resgatar a dignidade e a normalidade administrativa, aumentando a capacidade operacional”, frisou.
