
O Espírito Santo pode voltar a ter um nome disputando a vice-presidência da República. Depois de Rita Camatta em 2002, como vice de José Serra (PSDB), agora Magno Malta (PR) colocou seu nome à disposição para ser o vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à presidência da República. O deputado carioca, amado por uns e odiado por outros, aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto.
Além do senador capixaba, outro político colocou seu nome à disposição para uma possível chapa: o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Faria de Sá e Malta procuraram, nos últimos meses, tanto Bolsonaro quanto políticos ligados ao “Muda Brasil”, partido que está em fase de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ligada ao ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), um dos condenados pelo mensalão do PT, a sigla é uma das legendas para que o deputado fluminense cogita migrar para disputar o Palácio do Planalto em outubro do próximo ano. Entretanto, Bolsonaro deve fechar com o PEN.
À Agência Estado, Magno Malta confirmou que vem conversando sobre as eleições de 2018 com Bolsonaro. “Temos conversado que, em 2018, todos estaremos juntos, independente de posições. Aliás, não só eu e ele, mas todos aqueles que repudiam esse modelo esquerdopata que destruiu o País”, afirmou. O senador capixaba não descarta ser o cabeça de chapa, com Bolsonaro como vice. “Quem pode ser vice também pode ser o verso”, disse.
Em vídeo postado nas redes sociais em junho ao lado de Malta, Bolsonaro fez um afago ao senador. “Magno, você tem muita responsabilidade para com 2018. Você tem consciência disso? Não o teu mandato de senador, algo mais alto, ou colaborar com algo mais importante para nosso Brasil. Porque, sempre digo, se a gente quiser mudar o Brasil, tem que ter gente no nosso perfil sentado naquela cadeira presidencial. (…) No ano que vem, uma certeza aqui: estaremos do mesmo lado”, disse o deputado.
De acordo com a última pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2018, divulgada em junho, mostrou que o deputado do PSC está em segundo lugar, tecnicamente empatado com a ex-ministra Marina Silva (Rede), com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente. O parlamentar fluminense registou tendência de alta. Na pesquisa de dezembro de 2016, tinha 8%, passando para 14% em abril. O ex-presidente Lula (PT) manteve liderança, com 30% das intenções.
Weslei Radavelli, com informações de agências