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Diante do favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência, PP e União Brasil iniciaram conversas sobre uma possível fusão.
O movimento tem como pano de fundo dar musculatura, no Congresso, a políticos dessas siglas que hoje apoiam Jair Bolsonaro.
Também poderia fortalecer a tentativa de reeleição do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mesmo com um eventual terceiro mandato de Lula.
A negociação sobre um acordo entre União e PP, contudo, só será aprofundada após o país eleger o novo presidente da República.
Políticos que acompanham o debate relatam que o vice-presidente do União Brasil, Antonio Rueda, conversou sobre o tema com o atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, além do próprio Lira. Ambos são integrantes da cúpula do PP.
Os dois partidos têm hoje, respectivamente, 58 e 51 deputados. Ou seja, uma bancada de 109 parlamentares. O plano dos dirigentes é formar um superpartido para bater de frente com o PT, que conta atualmente com 56 deputados e deve formar uma bancada ampla em 2023.
Enquanto isso, o PT tenta atrair parlamentares do Centrão afastados do bolsonarismo de olho na formação de futura base aliada.