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ECONOMIA

Paulo Guedes: “Economia mundial parece baile funk”

No evento, Guedes falou por mais de uma hora e destacou que, nesses anos em que esteve como Ministro da Economia, o País foi equilibrando as contas

Ministro Paulo Guedes durante palestra na Fucape, em Vitória

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve no Estado ontem em um evento realizado em uma faculdade da capital, acompanhado de Carlos Manato (PSD), Aridelmo Texeira (Novo) e Evair de Melo (PP), onde comparou a economia internacional com um baile funk e disse que os outros países estão “todos bêbados”.

“A situação da economia lá fora é como um baile funk. Todo mundo em um baile funk, todos bêbados às 4 da manhã quando a polícia chega dando tiro para todo o lado. Nós aqui estamos como saindo de uma reabilitação, todo mundo limpinho, arrumado”, repetiu diversas vezes durante sua palestra.

Guedes disse que quando se encontrava com líderes de outros países e chefes de órgãos como o FMI, o banco mundial, ele discordava das previsões de que o Brasil estaria entrando em recessão com o resto do mundo.

“Eles cresceram por 30 anos, enquanto a gente ficou aqui organizando a casa. Agora depois dessas décadas de crescimento eles estão assim. Eu falava para eles que o Brasil já estava na clínica de recuperação sem crescer, enquanto o mundo estava em festa.”

No evento, Guedes falou por mais de uma hora e destacou que, nesses anos em que esteve como Ministro da Economia, o País foi equilibrando as contas e ficando com os cofres no azul.

“Estamos no azul. Tá tudo no azul hoje em dia. Nenhum  governo, nem o federal, estadual ou municipal está no vermelho”, disse.

Em uma de suas declarações sobre a economia nacional, Guedes disse que acredita que o País vai ser uma das maiores potências mundiais nos próximos anos.

“Vamos crescer mais que a China nesse ano. E quando falam que não vamos crescer ano que vem eu digo que realmente, se o presidente for o de vocês não vai. Se for a gente vai continuar crescendo”, prometeu.

Ele não poupou críticas aos adversários do governo, nem à oposição. As empresas de mídias e os jornalistas também foram alvos.

“Gostam de publicar fake news. Falam que o Auxílio Brasil vai acabar, mas não vai. Gostam de falar que se ganharem vão mudar o Auxilio Brasil, mas quero que me digam então o que vão colocar no lugar. Isso não falam”, acusou.

Promessa de aumento no mínimo caso haja reeleição

Em um tom político, o Ministro da Economia Paulo Guedes disse durante o evento que o governo pretender reajustar o salário mínimo acima da inflação.

“Ficam roubando a tranquilidade dos idosos dizendo que não vai ter reajuste, roubando a tranquilidade do trabalhador. Se nós demos o reajuste, já que o salário mínimo foi reajustado durante a pandemia, é claro que agora vai subir acima da inflação. Não acreditem em fake news”, prometeu.

Além desse assunto, ele também foi questionado sobre a situação do imposto de renda, quando disse que estão analisando a reforma tributária e que deve ser uma pauta do próximo governo, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito.

“A nossa reforma tributária já foi aprovada na Câmara dos Deputados e já está no Senado e uma parte dela é importante para o Auxílio Brasil”, explicou.

Também comentou a questão sobre o Imposto Sobre Transações Financeiras, que poderia sem uma espécie de nova CPMF, extinta em 2007 no governo da então presidente Lula.

“Esquece. Isso é fake news. Pessoal isso é importante. Têm um pessoal que mente, uma fake news por dia. Não voltou nada. Não vai ter”, concluiu.

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