(FOLHAPRESS) – Petistas contestaram a afirmação da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, de que a corte “se apequenaria” se retomasse agora, após a condenação de Lula em segunda instância, o julgamento sobre a prisão de sentenciados nessa situação.
“O assunto já existia, tinha uma nova maioria quando marcaram o julgamento [de Lula] para o dia 24. Foi uma clara tentativa de constranger o Supremo”, disse o senador Lindbergh Farias (RJ), líder do PT no Senado. “Apequenar o Supremo é aceitar essa política de intimidação e constrangimento feita por alguns magistrados de instâncias inferiores.”
Na segunda (29), Cármen Lúcia disse: “Não creio que um caso específico geraria uma pauta diferente. Isso seria realmente apequenar o Supremo”.
A afirmação dela também foi contestada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). “No nosso entendimento, se algo não está de acordo com o que a Constituição prevê, e ela prevê execução da pena com trânsito em julgado, não há um momento, apenas há uma coincidência. O que precisa ser feito é o que é certo e isso deve ser feito em qualquer momento.”
Petistas contestam Carmen Lúcia sobre prisão em segunda instância
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