
O partido reclama que está ficando isolado e sendo desfavorecido nas composições para seus pré-candidatos disputarem a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa.
Uma reunião da Executiva estadual do PPS foi marcada para hoje pela manhã. Vão decidir se abrem conversas com outros candidatos. “Vamos deliberar se podemos conversar com outros candidatos para coligação que não conseguimos avançar com Renato. Estamos com dificuldades e não está sendo apresentado opções. Inicialmente, a intenção é dialogar com a Rose”, afirma o presidente regional do PPS, o vereador Fabrício Gandini.
A preocupação da sigla é conseguir eleger deputados federais, já que isso garante fugir da cláusula de barreira e ter mais recursos do Fundo Partidário. Para isso, montou chapa forte para a Câmara.
Indagado se a cadeira de vice pode apaziguar a insatisfação, foi enfático: “Nossa prioridade é coligação federal e estadual. Não tem como trocar”.
A opção dada até então para o partido seria uma “perna” com PSDB, DEM e PDT, partidos que já possuem parlamentares federais que buscam a reeleição. Seria uma “chapa da morte”. “Só não pode pedir para a gente se matar. A relação é histórica, mas não pode pedir isso”, afirmou Gandini.
Uma composição ideal, segundo o presidente, seria uma “perna” com o próprio PSB. “Mas queremos uma coligação que possa ter três pernas. Uma opção boa seria o PSB. Mas não deram essa opção. Há um interesse de deixar o PPS isolado. O PSB está se protegendo nesse processo”, disse.
Outro ponto é a posição do PSB na Câmara de Vitória, que compôs chapa contrária a do PPS. Casagrande se reuniu com os vereadores. “Para isso, estamos buscando uma solução”, afirmou Gandini.
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