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Política

Sobrinho acusa vereadora de ficar com parte de salário de assessora

A vereadora de Vitória, Neuza de Oliveira (PSDB), a Neuzinha, foi denunciada ao Ministério Público Estadual (MP-ES) por suposta prática de rachid, ...

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Raul Pereira disse que a tia também ficaria com o tíquete-alimentação “da maioria” de seus assessores. Foto: Antonio Moreira/ATA vereadora de Vitória, Neuza de Oliveira (PSDB), a Neuzinha, foi denunciada ao Ministério Público Estadual (MP-ES) por suposta prática de rachid, pois teria ficado com parte do salário de uma assessora.

Quem fez a denúncia foi um sobrinho da parlamentar, o professor de jiu-jítsu Raul Esteban Pereira, 32. A ex-funcionária seria prima da mulher de Raul, segundo ele.

“Ela dividiu o salário nos dois primeiros meses. Em nenhum momento ela (a servidora) ficou integralmente com o salário, mas recebia quase 50%”, alegou o professor, que reportou ainda o motivo indicado pela ex-assessora para pedir o desligamento do gabinete de Neuzinha.

“Com muita informação de Lava a Jato na televisão, ela, por ser leiga, acreditou que chegaria nela essa questão de investigação, polícia. Ficou com medo de ser presa”.

Segundo o Portal de Transparência da Câmara, a ex-funcionária recebia R$ 2.240,60 líquidos  de  salário e esteve no cargo de fevereiro a abril do ano passado.

Raul ainda acusa a tia de exigir auxílio-alimentação, de R$ 600, pago por meio de cartão magnético “da maioria” de seus assessores.

Todos os servidores da Casa, exceto estagiários recebem o benefício. Vereadores também não recebem. Em nota, o Ministério Público Estadual (MP-ES), informou que recebeu a denúncia contra a vereadora por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitória e analisa o caso. “Se forem confirmadas as irregularidades, serão tomadas medidas cabíveis”, conclui a nota.

Processo

De acordo com o advogado criminalista, André Rocha, se confirmadas as práticas  denunciadas, Neuzinha pode responder por corrupção passiva e pegar de um a oito anos de prisão.

“Também poderá ser condenada ao ressarcimento do dano ao erário, multa, perda de eventual função pública, suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público”, disse.

A vereadora Neuzinha foi procurada pela reportagem e afirmou que tem conhecimento da denúncia feita pelo sobrinho, Raul Esteban Pereira, mas nega as acusações de que teria exigido receber parte do salário da ex-assessora.

Leia a reportagem na íntegra na edição do jornal A Tribuna deste sábado.

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