
“Não acredito que vão fechar feridas, como estão dizendo, premiando a indisciplina e a insubordinação. A hierarquia e disciplina são pilares que sustentam a Polícia Militar, e houve total ruptura deles durante fevereiro de 2017”, disparou o futuro secretário da Defesa Social da Serra.
Segundo ele, a hierarquia e disciplina são pilares que sustentam a Polícia Militar por 183 anos no Estado, mas que em fevereiro de 2017 houve uma ruptura.
“Atos de insubordinações e ofensas foram registrados. Uma página para ser arrancada da história, mas devemos guardar todos os aprendizados dessa época terrível. A população espera sempre que as polícias deem o exemplo. E o exemplo começa a partir do momento que se analisa caso a caso e se separa o bom do mau profissional”, disse.
O secretário chamou a anistia de “desserviço para o Espírito Santo e o Brasil”.
“Amo e vou amar para sempre minha Polícia Militar, falo em defesa dela, e digo que 95% dos seus integrantes são bons profissionais, homens e mulheres íntegros e sérios. Agora, propor uma anistia geral sem separar o joio do trigo é lamentável e destrutivo, porque rasga e joga ao chão nossa Constituição Federal, o regulamento disciplinar da PM e nossos valores e princípios”, conclui.
O ex-governador Paulo Hartung (sem partido), que segundo sua assessoria de imprensa faz viagem de férias ao exterior, não quis comentar o projeto do adversário político nem as críticas feitas por Renato Casagrande ao seu governo, o que teria, segundo o atual chefe do Executivo, conduzido mal as negociações com os policiais militares e não teria se antecipado ao ocorrido.