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Saúde

Asma pode matar em minutos, dizem médicos

Uma doença respiratória que afeta cerca de 235 milhões de pessoas no mundo, sendo 20 milhões de brasileiros e pode levar à morte em questão de ...

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Uma doença respiratória que afeta cerca de 235 milhões de pessoas no mundo, sendo 20 milhões de brasileiros e pode levar à morte em questão de minutos, se não for controlada e tratada, segundo especialistas. Trata-se da asma, que provoca uma inflamação nas vias aéreas e crises.
Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Segundo o Departamento de Informática do SUS (Datasus), a asma matou 2.477 pessoas no País, em 2017. No Espírito Santo, foram 65 mortes em 2018 e 32 até junho deste ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A forma mais grave da doença pode causar ataque súbito, com parada respiratória e levar à morte. Foi o que ocorreu com a escritora, roteirista e apresentadora Fernanda Young, 49 anos, que morreu domingo, em Minas Gerais.

De acordo com a pneumologista do Hospital Metropolitano Ciléia Victoria, isso pode ocorrer quando o asmático não tem conhecimento de que é portador da doença, não faz uso de medicamentos de controle – os corticoides inalatórios.

“Durante uma crise de asma, os brônquios (tubos que levam o ar aos pulmões) inflamados vão fechando e não chega ar até o pulmão para que haja a troca de oxigênio. Para combater essa falta de ar, o coração aumenta a frequência e aí ocorre uma taquicardia”.

A pneumologista e médica do Sono Jéssica Polese contou que, às vezes, não dá tempo de ir ao hospital. “O paciente que não resiste é aquele que não estava com a asma controlada. Apesar de não ter cura, tem controle e tratamento”.
Segundo ela, para manter o paciente sem crise são usados corticoides inalatórios a longo prazo e, para tirá-lo da crise, é usado broncodilatador de resgate (para alívio imediato de sintomas).

A pneumologista do grupo Meridional, Kristiane Rocha, disse que a asma costuma surgir na infância. “Os principais sintomas são falta de ar, tosse seca. dor na região do peito e tórax”. Já entre os fatores de risco para crises, ela destacou a poeira, mofo, cheiro forte, pêlo, exposição ao cigarro, fumaça, e mudança de temperatura.

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