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Saúde

Brasil tem alta de 850% nos casos de chikungunya

Mosquitos aedes, principais transmissores do vírus da zika. Foto: Picture Alliance/DPA/O.Riveira O Brasil teve um crescimento de 850% nos casos de ...

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Mosquitos aedes, principais transmissores do vírus da zika. Foto: Picture Alliance/DPA/O.Riveira Mosquitos aedes, principais transmissores do vírus da zika. Foto: Picture Alliance/DPA/O.Riveira

O Brasil teve um crescimento de 850% nos casos de chikungunya em 2016. Os dados sobre a doença são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti e foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Ministério da Saúde, que afirmou ainda que 2017 terá ainda mais casos.

Segundo o ministro Ricardo Barros, foram registrados neste ano 251.051 casos da doença, enquanto em 2015 foram 26.435 casos. O número supera os registros de zika no país no mesmo período, com 208.867 notificações e 3 mortes.

A chikungunya provocou 138 mortes neste ano, enquanto no ano passado provocou apenas seis mortes. Segundo os dados, o pico da doença ocorreu em março. “É uma estatística. Nós tivemos uma infestação maior e esperamos que esse resultado alerte as pessoas para se protegerem mais”, afirmou o ministro.

Segundo Barros, o ministério não falhou nas ações e tem feito o planejamento para quando houver surtos de doenças. “Não [falhou], é uma incidência, gente. Não há como se prever a incidência das doenças. O que temos feito é uma estatística e um planejamento para que estejamos preparados, para que quando acontece, a saúde pública esteja em condições de atender”, disse.

O ministro também apresentou um balanço das outras doenças causadas pelo mosquito Aedes. Segundo ele, os casos de zika e de dengue devem se manter estáveis em 2017. “Nós não esperamos que aumentem os casos de dengue e zika”, disse. “Este ano a nossa maior preocupação é a chikungunya”.

Os casos prováveis de dengue no país foram 1.458.355 em 2016, contra 1.543.000 em 2015, com uma redução de 50% nos casos graves da doença e de 36% em relação aos óbitos do ano anterior.

A zika teve seu pico em fevereiro, em 2.281 municípios, com 17.541 ocorrências por semana, em média. Segundo o ministério da Saúde, mais de 200 mil casos foram notificados, e a estimativa é que 16.696 tenham sido em gestantes. No país, foram 2.159 os casos confirmados de microcefalia, com 3.115 ainda em observação e 4.925 descartados. A região Nordeste concentra 66% destes casos confirmados, e para seus moradores, o ministro pediu “mais cuidado e atenção”. “É preciso que haja da população do Nordeste mais cuidado, mais atenção, para que esses casos não se multipliquem tanto nessa região”, disse.

Municípios com incidência baixa nas últimas quatro semanas. Imagem: Reprodução / Sesa Municípios com incidência baixa nas últimas quatro semanas. Imagem: Reprodução / Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quinta boletins sobre as doenças no Espírito Santo. De acordo com os dados, de 2015 até o momento foram notificados 4.088 casos de zika vírus e 51.848 casos de dengue, no período de 3 de janeiro a 19 de novembro. Destes casos de dengue, 667 são casos suspeitos da forma grave, 22 óbitos foram confirmados e 17 mortes estão sob investigação.

No Estado, foram notificados 251 casos de microcefalia em bebês nascidos vivos, natimortos ou em gestação, no período entre 22 de novembro de 2015 e 19 de novembro de 2016. Segundo a Sesa, 93 casos permanecem em investigação, 119 foram descartados e 39 foram confirmados como microcefalia.

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