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Saúde

Ingestão perigosa: ator é internado por excesso de energético

Rafael Zulu ficou quatro dias no hospital com palpitações. Médicos explicam os riscos de abusar desse tipo de bebida

Rafael Zulu contou que é sensível à cafeína, presente no energético | Foto: Reprodução/Instagram

Última atualização


O ator e empresário Rafael Zulu, de 42 anos, usou suas redes sociais para compartilhar um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de energéticos. Em um vídeo, na última quarta-feira, ele conta que passou quatro dias internado após sofrer uma fibrilação atrial, condição que afeta o ritmo cardíaco e pode trazer sérias complicações.

Zulu disse que começou a sentir palpitações no peito e percebeu que seu coração estava acelerado além do normal, o que o levou a procurar atendimento médico imediatamente.

No relato ele diz ainda ser bastante sensível à cafeína, e que teria ingerido energético naquele dia, bebida que contém a substância.

O cardiologista Diogo Barreto explica que não existe um limite seguro para a ingestão de energético. “Cada corpo responde de uma maneira. Idade, peso e suscetibilidade genética influenciam. Existem pessoas que respondem mais à cafeína, apresentando mais sintomas, outras não. A Organização Mundial de Saúde diz que 400 mg de cafeína, cerca de quatro xícaras de café, é o limite indicado”.

Uma lata de energético de 250 ml contém entre 80 e 90 mg de cafeína. Porém, nessas bebidas, outros componentes agem em conjunto, como o guaraná, potencializando ainda mais os resultados.

“A gente não consegue concluir de fato que, por exemplo, a partir de 400 g de cafeína uma pessoa vai apresentar arritmia. Ele pode ter um potencial”.

O consumo da bebida pode desencadear taquicardia, arritmia e fibrilação. A cardiologista Tatiane Emerich acrescenta que a cafeína presente nos energéticos pode causar insônia, irritabilidade e gerar ansiedade.

“A fibrilação atrial geralmente some sozinha, mas pode aparecer até 36 horas depois da ingestão de bebidas energéticas e se permanece por muito tempo aumenta a chance de AVC, pois um coágulo pode se formar no coração, então a pessoa precisa ficar monitorizada, hospitalizada, para a gente poder ter esse controle”.

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