Vigiar todas as postagens nas redes sociais, perseguir e até imaginar um relacionamento com um famoso e começar a incomodá-lo na rede social são algumas das atitudes que no mundo virtual é conhecido como “stalker”.
A expressão vem do inglês. O verbo “stalk” significa perseguir, e é aplicado a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva outra pessoa. A ação, que pode levar a ataques e agressões, já é considerada problema mental por médicos.
O assunto será um dos temas do Fórum do Cérebro, que acontece neste sábado (16) em Vitória. O psiquiatra Vicente Ramatis explicou que o “stalker” sempre existiu, mas há diferentes tipos.
“Desde os primórdios da civilização há esse tipo de comportamento, mas não havia estudos sobre o assunto. Há diferentes tipos de ‘stalker’: pessoas com problemas psiquiátricos se tornando perseguidores e pessoas que, por exemplo, não aceitam uma rejeição”, apontou.
A família pode estar atenta aos sinais, como interesse obsessivo por alguém, de acordo com o médico. “Temos vários aspectos e um deles , quando o indíviduo tem um transtorno psiquiátrico, ele precisa de um tratamento”.
No momento que a pessoa passa a invadir a privacidade da outra, pode ser classificado como uma doença, segundo o médico.
“A pessoa pode ter uma curiosidade sobre a vida de um artista, por exemplo, e segui-lo na rede social. Mas, no momento em que ele passa a ser incoveniente, isso pode ser um problema”, destacou.
O psiquiatra Fernando Furieri ressaltou que uma doença mental é definida quando há um desvio de um padrão de comportamento. “Há pessoas que são fãs, seguem um artista e não interferem na vida dele. Porém, há casos que essa admiração se torna obsessiva”.
Há casos em que o perseguidor pode até precisar de uma internação compulsória determinada por um juiz, pontuou o Furieri.
A médica clínica Renata Ribeiro contou que é por meio das redes sociais que os perseguidores escolhem suas vítimas.
“Hoje as pessoas publicam tudo na rede social, e isso faz com que alguém com problemas mentais saiba tudo que a outra faz. Essa exposição faz o perseguidor achar que faz parte da vida do outro. As redes sociais aumentam a potencialidade do ‘stalker’”.
