
A equipe médica do pronto-socorro e da emergência do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, elaborou um documento para explicar que, por causa de superlotação no fim de semana, não aceitaria novos pacientes até que sejam realizadas altas hospitalares ou transferências.
Um profissional que trabalha no local informou que no domingo 60 crianças estavam internadas no pronto-socorro, quando deveriam estar na enfermaria. “São apenas três médicos para avaliar esses 60, mais a demanda que chega. Trabalham sem se alimentar, sem ir ao banheiro, por 12 horas seguidas.”
Ele afirmou ainda que pacientes com doenças contagiosas dividiam o mesmo espaço que crianças com fraturas, por exemplo, aumentando o risco de contaminação. O subsecretário de Estado da Assistência em Saúde, Fabiano Marily, explicou que o Hospital Infantil é referência em diversas áreas e que, por estar aberto a qualquer cidadão, está sujeito a passar por episódios como esse.
Diante dessa situação, ele se reuniu na segunda, 10, com diretores do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, e do Hospital Dório Silva, na Serra, com representantes do Infantil de Vitória, para criar um plano em que pacientes sejam transferidos e distribuídos, evitando a superlotação. “Estamos reestruturando a rede assistencial para ter na Grande Vitória hospitais capazes de ajudar no atendimento. Um concurso para diversas especialidades médicas também está aberto”, afirmou.
Rayza Fontes
Confira a reportagem no Jornal A Tribuna desta terça-feira