
Durante quatro anos, um caminhão acumulou R$ 365.505,15 em multas de trânsito e ainda não foi apreendido. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) ele é o veículo do Estado com o maior valor de multa acumulado.
O caminhão Ford Cargo 2628 E tem o acumulado em multas quatro vezes maior do que o valor de mercado de um veículo do mesmo modelo do ano de 2006, que custa hoje R$ 93.136, segundo a tabela Fipe.
No entanto, ele não é o único. Uma moto, que tem o acumulado em dívidas de R$ 90.702,53 está entres os veículos com mais débito em multas do Estado. Esse valor daria para comprar mais de 30 motos do mesmo modelo do ano de 2006, que a tabela Fipe avalia em R$ 3.041.
O levantamento do Detran-ES mostrou que mesmo com as multas a motocicleta ainda está circulando. No último dia 18 de novembro, o veículo registrou mais uma multa no Estado.
Em segundo lugar no ranking dos carros endividados está um Astra Elegance de quatro portas. Segundo o levantamento do Detran-ES, o veículo tem um acumulado de R$ 172.532,88 em multas.
Esse valor, segundo a avaliação da tabela Fipe, daria para comprar quase 10 carros do mesmo modelo do ano de 2004, que está avaliado em R$ 18.400.
De acordo com o diretor de Habilitação e Veículos do Detran-ES, José Eduardo Souza, os carros pertencem a empresas, e esse é um fator para os altos valores de dívida.
“Isso acontece porque quando o carro tem como proprietário um CNPJ, ou seja, uma empresa, ela tem 15 dias para indicar o condutor. Quando isso não acontece, o valor é multiplicado em 12 vezes, e isso aumenta muito o valor.”
Transitar em locais e horários não permitidos; excesso de velocidade; excesso de peso e transitar com veículo na faixa da esquerda exclusiva são as principais infrações cometidas pelos veículos com maiores dívidas em multas.
“Infelizmente, só conseguimos apreender quando o veículo é abordado. Todos eles têm restrição de circulação no cadastro. A moto que está no levantamento, por exemplo, deve ter sido flagrada recentemente por um radar, ou de alguma forma que não dava para abordá-la”, explicou José Eduardo.
A reportagem completa foi publicada na edição desta sexta-feira (1º) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Lorrany Martins