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Motoristas devem manter mais de mil ônibus nas ruas

Passageiros aguardam ônibus no Terminal de Campo Grande. Os terminais estão lotados na manhã desta terça (26). Foto: Luciana Pimentel Quem precisa se ...

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Fila no Terminal de Campo Grande Passageiros aguardam ônibus no Terminal de Campo Grande. Os terminais estão lotados na manhã desta terça (26). Foto: Luciana Pimentel

Quem precisa se deslocar de ônibus pela Grande Vitória vai precisar de muita paciência nesta terça-feira (26). O Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários) está em greve, mas terá que manter mais de mil ônibus (70%) nas ruas em horários de pico, entre veículos do sistema Transcol e do transporte coletivo municipal de Vitória e Vila Velha.

O anúncio da greve foi publicado em edital e, no documento, o Sindirodoviários destaca que a paralisação foi decidida “considerando a posição intransigente e recalcitrante da classe patronal que resultou na frustração das negociações coletivas”.

Os rodoviários querem a reposição da inflação do segmento de transporte coletivo, que é de 5,4%, mais 5% de reajuste, além de reajuste no tíquete alimentação e mudanças no plano de saúde. Os empresários do setor ofereceram aumento de 1,83%, alegando que o valor solicitado pelo sindicato está acima da inflação.

Edson Bastos, presidente do sindicato, explica que durante a greve 70% da frota irá circular nos horários de pico (entre 6h e 9h e das 17h às 20h) e, nos demais horários do dia, 50% da frota estará nas ruas.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) esclarece que após várias tentativas de acordo sem sucesso com o Sindirodoviários, inclusive com a mediação do Ministério Público e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), agora caberá ao tribunal julgar a situação.

“Lamentamos a posição intransigente do sindicato dos trabalhadores, uma vez que eles estão cientes da atual situação do setor de transportes coletivos urbanos, exposta a eles nos nove encontros já realizados para tentativa de chegar a um consenso. Mas insistem em requerer um ganho real absurdo, acima da inflação”, diz a nota.

O GVBus reitera ainda que as empresas não têm condições de arcar com qualquer reajuste além de 1,83%, índice de inflação com base no INPC.

A assessoria de comunicação da Polícia Militar esclareceu que não adiantará como será feito o esquema de segurança caso aconteça a mobilização. “A PM informa que sempre acompanha todos os tipos de movimento com efetivo suficiente para garantir a ordem e a segurança, bem como o direito de ir e vir das pessoas”, diz o texto.

A reportagem completa você lê na edição desta terça-feira (26) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Luciana Pimentel

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