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Em reunião com Bolsonaro, Casagrande chama para o consenso

O governador Renato Casagrande foi quem iniciou as falas com o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe na reunião, por teleconferência, com ...

Governador Renato Casagrande anunciou suspensão de contratações e outras medidas para conter despesas

Última atualização

O governador Renato Casagrande foi quem iniciou as falas com o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe na reunião, por teleconferência, com governadores da região Sudeste na manhã desta quarta-feira (25). Casagrande elogiou o repasse de R$ 2 bilhões, mas pediu um aumento desse recurso, disse que está atuando em conformidade com o Ministério da Saúde e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e que está garantindo que não seja interrompido o transporte de cargas. Mas fez ressalvas com relação ao pronunciamento do Presidente na noite de ontem (24).

“Faço uma referência muito respeitosa sobre o seu pronunciamento. Nunca desejei tanto que um presidente estivesse certo em seu pronunciamento. Gostaria que essa pandemia que atingiu a Ásia, Europa, os Estados Unidos e tem atingido o Brasil não tivesse impacto à saúde das pessoas e na economia. Mas, por questão de responsabilidade, não posso pagar para ver e as decisões que temos tomado são na direção que possamos conter a proliferação do vírus, que possamos achatar a curva e que o sistema de saúde possa dar conta. Temos seguido a OMS e na hora que o Presidente opina e tira o valor da pandemia, causa uma confusão e uma dúvida nas pessoas, podendo atrapalhar o trabalho, dificultando nossa ação. A dúvida e a incerteza são a porta do fracasso”, disse Casagrande a Bolsonaro.

O governador chamou o Presidente para assumir a responsabilidade e não descartou fazer o isolamento vertical – só para grupos de risco – futuramente. “Muito bom que a gente possa ter essa reunião para que o governo federal assuma a responsabilidade e, juntos, diminuamos o impacto social, econômico e na saúde. Queremos com essas ações mais fortes, que a gente faça a barreira ao vírus e, daqui uns dias, possamos atuar verticalmente como sugere o Presidente”.

Todos os outros governadores falaram e quem fechou as falas foi o governador de São Paulo, João Doria, que foi mais duro em seu discurso, gerando um embate com o Presidente, que respondeu no mesmo tom. Após, Casagrande fez outra intervenção, chamando para o consenso e apontando as dificuldades para se obter as vacinas de gripe e testes para coronavírus.

“Não é possivel que em todos os assuntos do Brasil tenhamos enfrentamento. Precisamos de consenso. Não deixamos a economia de lado, mas não podemos menosprezar e desconsiderar as informações dos cientistas de todo o mundo. Estamos com dificuldade de vacina, pois nao recebemos o suficiente, estamos tendo dificuldade de comprar respiradores e não estamos encontrando testes para comprar. Algumas medidas têm nos angustiado e entendemos que é preciso ter uma coordenação nacional. Estamos sentindo que em todos os momentos que fechamos uma posição, a gente recebe esse ambiente de confronto”, concluiu Casagrande.

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