Não é de hoje que se discute a ligação entre religião e política, mas é só começar o período eleitoral para que o debate sobre até onde deve ir a influência de um líder religioso na eleição recomece. No palanque das redes sociais começou faz tempo.
Tem se tornado comum, por exemplo, discursos de padres e pastores contra e a favor de Bolsonaro, numa espécie de guerra santa. O discurso do líder religioso, porém, não pode adentrar o templo, sob risco de ser configurado crime eleitoral.
“A lei veda a propaganda eleitoral em espaços de uso comum, como os templos religiosos. Seja pedindo voto ou dizendo em quem não votar. A punição é multa”, alertou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral do MP-ES, Francisco Berdeal. Ele disse também que não há ainda o entendimento, na Justiça Eleitoral, de abuso de poder religioso, mas há casos que podem configurar o abuso de poder econômico. “Como no caso de igrejas que fizerem doações a candidatos, seja com dinheiro ou com serviços”, explicou.
Denúncias no Pardal
Líderes religiosos que usarem o templo para pedir votos para um candidato ou dizer em quem os fiéis não devem votar nas eleições podem ser multados.
As denúncias podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O eleitor pode descrever a infração, enviar áudio, imagem e vídeo e ainda indicar testemunhas.
Consulta popular
O vereador de Vila Velha Heliosandro Mattos disse que a Câmara quer fazer um debate com os moradores antes de votar o empréstimo de 34 milhões de dólares que o prefeito Max Filho quer fazer ao Fundo de Financiamento para Países da Bacia do Plata, do qual o Brasil faz parte.
“Assim que terminarmos o PDM, vamos marcar as audiências”, disse.
“Negue que me pertenceu…”
O presidente Temer, que ficou sem holofotes depois do início das campanhas políticas, começou a gravar vídeos para responder a quem tem atacado seu governo nos programas eleitorais. Em um deles, contra Geraldo Alckmin, diz que o PSDB fez questão de participar do seu governo…
Olha o queijo!
Assim que chegou ao Estado, Marina Silva foi levada para a feira livre de Jardim da Penha, onde um grupo grande de militantes já a aguardava com bandeiras.
Durante a caminhada, eleitores tiraram fotos, entregaram flores e um chegou a se emocionar ao abraçar a candidata. Um feirante aproveitou a aglomeração para gritar: “Olha o queijo, olha o queijo da Marina!” Outro vendia assim suas frutas: “Uma é R$ 3, duas são R$ 5 e 18 é Marina!”
“Não vou cair no promessômetro”, diz Marina
A presidenciável Marina Silva esteve no Estado ontem, um dia após uma nova pesquisa mostrar que houve recuo na intenção de votos à candidata. Questionada sobre de que forma pretende reverter a queda, disse que vai apelar à “consciência do povo brasileiro”. “Minha candidatura é alternativa, sem mentiras e sem cair no promessômetro”. Disse também que o Estado terá prioridade em políticas de segurança, principalmente no combate à violência contra a mulher.
Olha a fake news aí, gente…
Militantes na internet estão trocando o número de candidatos opositores para confundir o eleitor. Tem gente postando foto de Lula com o número 17 (número de Bolsonaro) e outros a foto do Bolsonaro com o número 12 (que é do Ciro Gomes).
Relembrar é viver
O candidato a deputado federal Rodney Miranda tem usado suas redes sociais para relembrar sua atuação como secretário da Segurança e divulgar propostas de leis mais duras contra a criminalidade, como o preso trabalhar para arcar com seu custo. Interessante que sua última passagem pelo Executivo foi como Secretário de Desenvolvimento Urbano.
Nada definido?
Faltam apenas três semanas para as eleições, mas parece que ainda há muita água pra rolar debaixo da ponte da disputa pelas vagas ao Senado!
(coluna publicada em 16/09/2018)
