O grupo de 10 partidos que compõem a base aliada do governador Paulo Hartung (MDB) não conseguiu chegar a um consenso no final de semana e caminha para o racha. A tendência é que parte do grupo, incluindo lideranças do PRB, Pros, MDB e PSD, migre para a chapa da senadora Rose de Freitas (Podemos), que disputa o governo.
O deputado Amaro Neto (PRB), que chegou a ser cogitado como candidato ao governo do grupo, já estaria com quase tudo acertado para sair ao Senado na chapa de Rose. Mas a possibilidade não é unânime dentro do PRB.
O desentendimento ficou por conta do impasse entre o grupo de Amaro e o do senador Ricardo Ferraço (PSDB). Na noite de ontem (15), após Ricardo definir que não seria candidato ao governo, Amaro recuou e voltou a colocar o nome para a disputa do Anchieta, numa tentativa de unir o grupo. Chegou a falar com o MDB e o PSDB, que teriam levado a situação para Ricardo.
Mas, na manhã de hoje, o nome de Amaro ao governo teria sido rejeitado. O vice-governador César Colnago (PSDB) insistiu em ser o nome do grupo e, mais uma vez, não houve consenso, já que outros aliados defenderam que o nome de Colnago não consegue agregar todas as forças políticas do bloco.
E, mesmo tendo Colnago como cabeça de chapa, o grupo não aceita que o PSDB fique com a candidatura ao governo e com uma das duas vagas ao Senado (com o nome de Ricardo), o que seria uma supervalorização do PSDB em detrimento dos outros aliados.
Mais cedo, Colnago, Ricardo e o presidente do MDB, Lelo Coimbra, se reuniram. A expectativa é que uma decisão final sobre quem fica com quem saia ainda hoje.

